Ajuste proposto é suave e muito duro

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, disse na sexta-feira (30), que o ajuste fiscal que governo está propondo é ao mesmo tempo suave e duro.

É suave porque não haverá cortes de salários e não haverá cortes de pagamentos de aposentadoria e pensões; e é dura porque vai no sentido de, daqui para frente, pelos próximos 20 anos, controlar o crescimento das despesas.
“Isso é algo muito importante e muito audacioso, porque estamos em um país em que nos últimos vinte anos a despesa primária do governo federal cresceu, todos os anos, em média 6% acima da inflação”, disse Mansueto, sublinhando que agora o governo quer que nos próximos vinte anos estas despesas não financeiras do governo passem a ter um crescimento real zero a cada ano.
Quer dizer que, se o Brasil voltar a crescer como se espera dentro do governo, as despesas do governo sobre o PIB todos os anos vão cair 0,5%. “Em dez anos, a gente vai ter uma economia de 5 pontos porcentuais do PIB”, afirmou o secretário. Para Mansueto é preciso transformar o déficit do governo federal, de R$ 170,5 bilhões, ou 2,7% do PIB, em um superávit de pelo menos 2,5 a 3% do PIB. “Algo como R$ 400 bilhões”, disse o secretário (AE).

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