Não vamos admitir sanções econômicas

Heródoto Barbeiro (*)

Ninguém acredita que o império vai voltar atrás. As imagens que se espalham pelo mundo mostram o terror implantado pela expansão imperialista.

As tropas invadem cidades, pilham tudo o que podem, matam indiscriminadamente soldados e civis, homens e mulheres, muitas estupradas. Não se espera que em plena Idade Contemporânea uma nação se comporte como se vivesse na Idade Média. Os motivos para essa escalada da violência são a defesa do império e reservar uma parte do continente para exploração econômica.

Há falta de mercados, de matérias-primas para alimentar tanto a indústria de consumo como a bélica. Os invasores subestimam a mídia ocidental, que mostra imagens da destruição que sucede à ocupação militar – elas chegam principalmente nas primeiras páginas de jornais e revistas. No Ocidente, governos protestam e ameaçam retaliar com sanções econômicas.

Os analistas dizem que os líderes autocratas têm o apoio da população. Estão acostumados com governos que privilegiam a força e a ausência de liberdades fundamentais. Não existe oposição organizada, uma vez que também não há democracia. Qualquer crítica ao governo é considerada traição e o opositor rotulado como lesa-pátria. Traidor não merece viver.

As gerações mais velhas nunca experimentaram viver sob um regime democrático: são saudosistas de épocas passadas de glória e supremacias. As oligarquias nacionais apoiam o governo e o militarismo para garantir os mercados mundiais. Manipulam o sistema político e indicam ministros que são partidários de uma solução militar para uma disputa econômica principalmente com americanos e britânicos.

As forças militares nacionais estão a serviço do nacionalismo. O império está de olho na ocupação de países vizinhos, especialmente áreas que são consideradas de interesse nacional. O líder do governo é um autocrata. O general Tojo não esconde sua preferência ideológica e assina um acordo com a Itália fascista e a Alemanha nazista.

Nasce o Eixo. A economia nacional está estrangulada pela retaliação dos Estados Unidos contra a invasão das Forças Armadas nipônicas na China, e as ameaças sobre Taiwan e o Sudeste Asiático. O presidente democrata, Franklin Roosewelt, tem o apoio do Congresso e anuncia o embargo de petróleo e gasolina ao Império do Japão.

A guerra se desenvolve na Europa desde 1939. Tojo anuncia resistência ao embargo americano e sinaliza que só uma guerra pode impedir o desastre do Império do Sol Nascente. Incumbe o almirante Yamamoto de preparar uma ação militar. Ele projeta e executa o ataque a Pearl Harbour em 1941. A guerra se torna mundial.

(*) – É professor, jornalista, comentarista da Record News, Portal R7 e Nova Brasil FM. Palestras e Midia Training (www.herodoto.com.br).

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