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Eletrificados crescem em 2021. E vão mais este ano

Se o ano passado foi historicamente o melhor ano em vendas de eletrificados no Brasil, 2022 tem tudo para fazer esse bolo crescer mais.
Elétricos ou híbridos fecharam 2021 com 1,8% de participação de mercado (no ano anterior o market share foi de 1%). Automóveis e comerciais leves somaram 34.990 unidades, sendo 2.860 só de elétricos e mais 32.130 de híbridos. Os números foram divulgados pela Anfavea.
O crescimento desse mercado se deve ao expressivo aumento de oferta, tanto de marcas que passam a impor (no bom sentido) apenas eletrificados, como fez a Volvo e de fabricantes que estrearam seus elétricos por aqui (Peugeot e Fiat, por exemplo).
Marcas premium – Porsche, Audi, Mercedes-Benz, Jaguar e BMW, entre outras – apostam em novos produtos, nascidos elétricos – supercarros com muito mais autonomia.
Junto a isso, há também um esforço em melhorar a infraestrutura, com investimentos das marcas e outras empresas na expansão dos pontos de carregamento. Conte ainda, com a vinda de novos players, como os chineses BYD e Great Wall que chegam com produtos competitivos.
Tudo isso chama a atenção do consumidor, que dá seu voto de confiança e aposta nas novas tecnologias, mais limpas e sustentáveis.

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BYD TAN EV. Imagem: BYD

O que está chegando

A Volvo acaba de lançar o C40, SUV cupê 100% elétrico, equipado com dois motores, que combinados geram 408 cv de potência e 440 km de autonomia. Seu preço: R$ 419.950. Antes disso, a marca de origem sueca já havia anunciado no final do ano passado que seu XC40 passaria a ser vendido apenas na versão 100% elétrica, por R$ 409.950.
A chinesa BYD iniciou na semana passada, a pré-venda do Tan EV, por R$ 487.590. Seus dois motores entregam 517 cv e alcance de 437 km.
Por enquanto, o TAN EV está exposto em um shopping center da capital paulista e pode ser negociado por consultores da Eurobike, rede que promete para março a abertura da primeira loja da BYD no país. A expectativa é ter representantes em 45 cidades brasileiras.

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Volvo C40. Imagem: Pedro Dantas – Volvo

Entregas sustentáveis

No segmento de frotas, a sustentabilidade caminha a passos largos. A plataforma iFood iniciou uma parceria com a marca de motocicletas elétrica Voltz para lançar, nas próximas semanas, a venda a seus entregadores.
No programa que inicia por São Paulo, a pré-venda prevê descontos e facilidades no financiamento. A companhia não divulga os valores. Além do apelo ESG, a moto elétrica reduziria, segundo a plataforma, em 70% os custos com combustível e manutenção, em comparação com uma moto a gasolina.

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iFood VOLTZ. Imagem: iFood

Grupo BMW planeja 30 lançamentos em 2022

Em anúncio dos resultados de 2021 e perspectivas 2022 para o Brasil, o Grupo BMW divulgou que terá 30 lançamentos entre carros BMW, Mini e Motorrad (motos) para este ano no Brasil.
Com o i4 anunciado e iX já em pré-venda no Brasil, a BMW confirmou a vinda ainda neste semestre do iX3, SUV elétrico baseado no X3.
Junto com a Mini, o Grupo BMW terá 5 modelos totalmente elétricos no Brasil – i3, i4, iX, iX3 e Mini S E. Hoje, cerca de 20% das vendas da BMW são compostas por veículos eletrificados. Já para a Mini, os eletrificados correspondem atualmente a 40% das vendas no Brasil, um dos maiores percentuais globais.

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BMW eletricos – Mini, i3, i4, iX3 e iX. Imagem: BMW

Mas nada ‘made in Brazil’

O CEO do BMW Group Brasil, Aksel Krieger, conta que o grupo avançou 162% nas vendas de eletrificados em 2021 (elétricos e híbridos plug-in) e que a meta é chegar a 2030 com 50% da gama elétrica.
Mas, por ora, só de importados. O CEO não descarta, mas diz que não há planos de produzir veículos elétricos ou híbridos em sua planta de Araquari (SC). “Estamos sempre estudando e avaliando. E sempre olhando para o futuro”, completou Krieger.

Audi inicia pré-venda dos novos Q3

A Audi do Brasil inicia pedidos de reservas dos novos Q3 e Q3 Sportback. Com motor 2.0 de 231 cv e tração quattro, os modelos podem ser reservados diretamente nas concessionárias por a partir de R$ 279.990. As entregas estão previstas para abril.
As primeiras unidades serão importadas da Hungria, para depois serão montados na fábrica de São José dos Pinhais (PR), onde a Audi retoma a produção.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo. E-mail: [email protected]

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