
Um relatório da União Internacional das Telecomunicações (UIT), agência das Nações Unidas, estima que 5,5 bilhões de pessoas podiam acessar a internet no final de 2024, um aumento de 227 milhões em relação ao ano anterior.
Vivaldo José Breternitz (*)
A pandemia impulsionou o número de pessoas conectadas: antes dela, 3,6 bilhões de pessoas não acessavam a rede.
Por outro lado, um terço da população mundial, especialmente pessoas que vivem em regiões de baixa renda e áreas rurais, não tem acesso à rede – são cerca de 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas, das quais 1,8 bilhão vive em áreas rurais.
Segundo Doreen Bogdan-Martin, secretária-geral da União Internacional das Telecomunicações (UIT), “o verdadeiro progresso em nosso mundo interconectado depende não apenas da rapidez com que avançamos, mas também de garantir que todos avancem juntos”.
O relatório lembra que embora o custo do acesso à internet esteja em queda, nos países de baixa renda o custo de uma assinatura fixa de banda larga representa quase um terço da renda mensal média.
Quanto ao Brasil, ainda não estão disponíveis os dados referentes a 2024. Mas de acordo com a pesquisa TIC Domicílios, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em 2023 84% da população brasileira, ou seja, 159 milhões de pessoas, acessavam a internet. Esse número representa um crescimento constante ao longo dos anos, impulsionado pela expansão da banda larga e pelo aumento do uso de dispositivos móveis.
A UIT tem como meta conectar toda a população mundial até 2030; no entanto, em função do cenário atual, parece ser muito remota a possibilidade de que essa meta seja atingida.
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].



