Tecnologia 30/01 a 01/02/2016

Um olhar avançado para o desempenho tecnológico em 2016

Em 2016 a história vai se repetir, mas dessa vez para um novo público. As equipes de Desenvolvimento e Operações têm se transformado culturalmente para se adaptarem ao infinito crescimento das expectativas do cliente para as equipes de negócio mas não com elas

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Ryan Bateman (*)

Agora, com as ferramentas disponíveis para promover a colaboração entre estas equipes numa língua comum, as organizações mais maduras começarão a adotar as práticas de gerenciamento de desempenho digital, uma evolução do APM. Juntas, estas três equipes – Negócios, Operações de TI e Desenvolvimento – irão se inovar rapidamente, eliminando a complexidade e entregando uma melhor experiência ao cliente.

Se você já leu ou viu o trabalho de Daniel Burrus sobre “fazer previsões”, você vai entender o seu conceito de separar as tendências por hardware e software. Se suas previsões são baseadas em certezas absolutas (tendências hard), sua capacidade de planejar vem com uma taxa de eficácia muito maior. Elas realmente deixam de ser previsões, quando você as observa dessa maneira.

Os Fatos mensuráveis, tangíveis e totalmente previsíveis ou “tendências hard” para 2016 são:

As empresas devem oferecer grandes experiências aos clientes para sobreviver.

As empresas precisam tanto de métricas qualitativas quanto de quantitativas da experiência do cliente para tomar decisões precisas…

As empresas precisam ter colaboração interna para ter sucesso.

A forma como a empresa irá executar esses itens são as tendências soft e se alinham com minhas previsões afirmadas anteriormente. Equipes de Marketing Digital têm notado um pico nas funcionalidades Gestão de Experiência do Cliente e Plataformas de Experiências Digitais, enquanto equipes de Desenvolvimento e Operações de TI têm visto semelhante saturação das opções do Gerenciamento de Performance de Aplicações.

Nenhuma solução é perfeita e ambos têm os mesmos problemas!

Estou ansioso para 2016 e sou otimista sobre correlações e eventuais integrações que acontecerão por meio de análises, quando elas forem compartilhadas pelos dois lados. As empresas alcançarão seus objetivos com maior eficiência, uma vez que vão obter um alinhamento de análise quantitativa dos negócios que vêm com soluções de experiência do cliente e análise de TI quantitativa que vem com soluções de Gerenciamento de Performance de Aplicações. Quando isso acontecer, os clientes também irão receber mais do que eles querem – quando eles quiserem – e melhor do que nunca.

(*) É Diretor de Marketing da Dynatrace. Ele tem atuado na área de TI e Indústria de Telecomunicações há mais de 10 anos, com experiência em todas as formas de comunicação de dados.

Cartão obtido pela internet vai substituir anotação na Carteira de Trabalho

O Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) passou a emitir pela internet um cartão de registro profissional. A medida substitui as anotações nas Carteiras de Trabalho. O objetivo é oferecer um atendimento mais moderno e rápido aos profissionais que solicitam o registro, além de aprimorar a segurança das informações e fornecer mecanismos hábeis de comprovação.
As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU), desta quarta-feira (27), na Portaria Nº 89, de 22 de janeiro de 2016.
A partir de agora, os trabalhadores que tiverem o pedido de registro aceito pelo ministério vão acessar o Sistema Informatizado de Registro Profissional (Sirpweb), disponível no site http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/ ou no Portal do MTPS (http://www.mte.gov.br), para imprimir o seu cartão. Assim, não será mais necessário retornar ao posto de atendimento para a anotação do registro na Carteira de Trabalho.
Sistema – O Sistema Informatizado do Registro Profissional (Sirpweb) foi criado para armazenar os dados de registros dos profissionais. Além disso, tem por objetivo dar transparência e agilidade aos processos de solicitação de registro, adequando-se ao que dispõe a Lei de Acesso à Informação. Por meio do Sistema, o interessado poderá ingressar com o seu pedido de registro profissional virtualmente, acompanhar o andamento da análise da sua solicitação, consultar a situação de seu registro e imprimir o seu cartão de registro profissional.
O registro profissional é um cadastro do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Ele permite que profissionais de quatorze categorias regulamentadas por leis federais ingressem no mercado de trabalho: agenciador de propaganda, arquivista, artista, atuário, guardador e lavador de veículos, jornalista, publicitário, radialista, secretário, sociólogo, técnico em arquivo, técnico em espetáculos de diversões, técnico de segurança do trabalho e técnico em secretariado.

Internet das Coisas: a ameaça de segurança que está em tudo!

Gary Kovacs (*)

Eu já vi sete mudanças de plataforma na minha vida, incluindo a mudança do mainframe para PC e a mudança de desktop para mobile. Mas o que está acontecendo agora – a mudança para a Internet das Coisas (IoT)- é maior do que tudo que já vi

O número de dispositivos aos quais estou conectado hoje é enorme e isso me deixa nervoso. Tenho certeza de que esse cenário assusta muitas outras pessoas mundo afora e pode fazer com que a adoção da IoT seja mais lenta do que o previsto pela indústria.
Como empresas que produzem software e hardware para a IoT, existem diversas formas de responder aos diversos desafios de segurança que essa nova realidade nos impõe. Acredito que há dois caminhos a seguir: um que oferece comodidade e conveniência e outro que constrói confiança.
Em um mundo de conexões aparentemente ilimitadas, no qual minhas informações estão cada vez mais expostas, o que me impede de colocar alguns dispositivos na minha casa? Confiança. Se tivermos confiança nos dispositivos de IoT e em sua proteção e privacidade, continuaremos a ver o mercado evoluir e crescer rapidamente. Mas se não confiarmos, pode acontecer o que vimos nos resultados do último MEF Global Consumer Trust Report, que analisa o comportamento de compartilhamento de dados em aparelhos móveis, nos qual 36% dos entrevistados relataram preocupação em relação à privacidade e segurança e 27% afirmaram que essas preocupações fazem com que não usem apps.

Estamos no velho oeste
Neste exato momento, IoT parece um velho oeste. As empresas estão engajadas em uma grilagem maciça e frenética na qual liberdade de inovação é valor prevalente. Mas no velho oeste, como sabemos, não havia princípios como “privacidade” e “segurança”, e a lei era a do xerife. Com IoT acontece o mesmo. Velocidade, liberdade e acesso à tecnologia são importantes para as empresas de Hardware e Software, mas não estamos considerando a segurança do usuário.
Quando a World Wide Web começou, era baseada em alguns princípios como universalidade, interoperabilidade, resiliência e conteúdo neutro. Conforme se desenvolveu, a questão da privacidade tornou-se mais importante e toda uma tecnologia surgiu para oferecer suporte a esse novo valor social.
O mesmo deve acontecer para IoT. As pessoas estão começando a pensar em privacidade e segurança para essa plataforma e teremos de fornecer a tecnologia, bem como as normas e a cooperação para acomodar essas prioridades.

A IoT está se tornando pessoal
Com cada mudança de plataforma, a tecnologia se aproxima, literalmente, de nós – basta observar os wearables enfeitando nossos pulsos. Estamos compartilhando informações cada vez mais pessoais e valiosas, como nosso padrão de sono, dados sobre saúde, velocidade média na qual caminhamos. E muitos compartilham sem nem perceber­.
Veja um exemplo, a Mattel lançou uma Barbie que responde à criança. Tal qual uma Siri, o brinquedo grava a fala da criança, envia para processamento em um servidor na nuvem e retorna uma resposta. Em dezembro, eles descobriram que hackers conseguiram espionar as comunicações. Por essas e outras, não consigo me imaginar comprando um brinquedo que tem acesso ilimitado às falas e ao ambiente de áudio em torno do meu filho.

Maus elementos
Temos diversos exemplos de marketings corporativos bem-intencionados que inadvertidamente comprometem dados e privacidade dos consumidores, mas vamos falar sobre quem realmente quer fazer o mal: cibercriminosos atuando em um mercado altamente lucrativo. O número de organizações e grupos de cibercrime está crescendo, e eles estão cada vez mais sofisticados.
Os criminosos fazem parte de uma economia paralela na qual compram e vendem ferramentas para completar suas missões. Além da violação direta de informações de cartão de crédito, eles compram e vendem propriedade intelectual e informações privadas. E alguns, como os que participaram do ataque à Ashley Madison, podem usar os dados para chantagear as vítimas com ameaças de exposição de informações sensíveis.

Você é tão forte quanto seu ecossistema
Uma empresa pode fazer tudo ao seu alcance para proteger os dispositivos que vende e os dados que coleta, mas eles são tão seguros quanto o ecossistema ao qual fazem parte. Temos a tendência de olhar apenas para nossos dispositivos, mas uma única vulnerabilidade pode derrubar todo um ecossistema e os cibercriminosos sabem disso e procuram o link mais fraco.
Parte do problema é que fabricantes de eletrônicos ainda não estão pensando em segurança da rede, e eles precisam fazê-lo rapidamente. Outro fator é a falta de acordos de arquitetura e padrões para IoT, forçando dados de diferentes dispositivos a trabalhar na nuvem para se conectar.

Regulação
As políticas públicas irão desempenhar um papel enorme na discussão em curso sobre IoT. Forças conflitantes já estão em jogo nesta arena: de um lado a necessidade de privacidade do consumidor, do outro os interesses de segurança nacional, para os quais estão dispostos a renunciar a privacidade do consumidor em nome da segurança.
Quando você está dirigindo em uma rodovia, não dá para ser o único carro não afetado pelo tráfego. Somos todos parte de um vasto ecossistema, e acontece o mesmo com IoT. Quanto mais cedo percebemos isso, mais cedo poderemos transformar o IoT em um ecossistema com um nível de privacidade e segurança capaz de gerar confiança nas pessoas e continuar a se desenvolver e crescer.
Precisamos olhar para além dos nossos muros e nos envolver na indústria. É preciso ser parte de uma solução mais ampla. Se você não gosta das normas vigentes, se envolva para mudá-las, mas não apareça no mercado com padrões exclusivos que só irão adicionar mais tráfego na rodovia. Temos de reconhecer que só podemos resolver este problema como uma indústria e começar a trabalhar juntos.

(*) É CEO da AVG Technologies.

 
 
 
 
 
 

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