Tecnologia 16/12/2015

A importância do Planejamento Empresarial

Os Maias formaram uma das grandes sociedades que habitavam a região que corresponde hoje à Península de Iucatã, no sul do México. Eles são um grande exemplo de sociedade planejada e organizada. Eles não chegaram a construir um império unificado, como os astecas e os incas, mas formaram unidades políticas independentes

Por Alejandro De Gyves (*)  O interessante é que para se tornarem uma das grandes civilizações, presentes até hoje nos livros de história, agiram com muito planejamento e estratégia. Para se ter uma ideia, já naquela época, planejaram todo o esquema político de forma que o chefe de governo de cada cidade era assessorado por um conselho e auxiliado por um conjunto de funcionários públicos, responsáveis pela manutenção da ordem pública, como os chefes das aldeias, os chefes militares, entre outros.  Para quem não sabe, sou mexicano e carrego junto à história muitas referências condizentes com o meu trabalho hoje como coaching de empresas. O México, que tem uma forte história de sociedades bem planejadas, também tem hoje a segunda maior economia da América Latina, atrás apenas do Brasil, e se planeja para crescer ainda mais nos próximos anos. A questão é que atuo em meu país, mas também faço isso  a muitos anos no Brasil. E posso afirmar, sem dúvida, que independente de economia mais desenvolvida ou não, de empresas maiores ou menores, a regra é a mesma: De nada adianta uma ação bem executada sem um planejamento estratégico bem feito, e vice-versa.  O fato é que ação e planejamento devem andar lado a lado para garantir o sucesso de uma empresa. Agir de maneira correta e planejar sabiamente são hoje quase que pré-requisitos das grandes corporações bem sucedidas. Michael Porter, professor em Harvard e um dos principais especialistas em estratégia do mundo, fala que no contexto empresarial, o planejamento, ou pensamento estratégico, é um processo contínuo de criação, implementação e avaliação de decisões que orientam e permitem a uma organização atingir seus objetivos.  Várias empresas acabam fechando as portas no primeiro ano de vida. Os empresários costumam se justificar, dizendo que a economia está ruim e a taxa de inflação alta. Isso pode até acontecer, mas o principal motivo é, na verdade, falta de planejamento. Muitos gestores não entendem que o processo de planejamento dentro das organizações é tão importante quanto o processo produtivo. Alguns casos de sucesso no Brasil mostram claramente isso. Por exemplo, uma fabricante de calçados, que precisava fortalecer e fazer crescer sua marca de chinelos. A concorrência sempre foi difícil. Eles precisaram de um planejamento estratégico de muita qualidade. Traçaram os desafios do marketing, fizeram as análises necessárias e planejaram toda uma ação de promoção da marca, com objetivos traçados e resultados mensurados periodicamente. Desta forma, conseguiram, não ser a maior marca de chinelos do Brasil, mas alcançar os objetivos planejados e se firmar no mercado.  Não é tão difícil. O ponto de partida para todo e qualquer plano estratégico empresarial é traçar objetivos. Ter a missão, a visão e os valores e, principalmente, o propósito da empresa bem definidos é essencial. Afinal, é necessário entender onde você pretende chegar com o seu empreendimento.  Realizar um diagnóstico completo do mercado também é muito importante. É preciso saber identificar como a sua empresa poderá sofrer impactos do ambiente externo, seja em questão de ameaças ou mesmo oportunidades, no presente e futuro. Sem se esquecer de descobrir todos os pontos fortes e fracos da própria empresa e realizar um bom diagnóstico interno. Só assim, será possível traçar um plano de ação, implementá-lo e cuidar para monitorar cada passo dele até alcançar os objetivos. Afinal, não adianta apenas planejar. O sucesso envolve dedicação, monitoramento e análise diária dos resultados.  (*) É diretor para América Latina da ActionCOACH – líder mundial em business coaching para pequenas e médias empresas e a primeira franquia de coaching no Brasil.
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Por Alejandro De Gyves (*)

O interessante é que para se tornarem uma das grandes civilizações, presentes até hoje nos livros de história, agiram com muito planejamento e estratégia. Para se ter uma ideia, já naquela época, planejaram todo o esquema político de forma que o chefe de governo de cada cidade era assessorado por um conselho e auxiliado por um conjunto de funcionários públicos, responsáveis pela manutenção da ordem pública, como os chefes das aldeias, os chefes militares, entre outros.

Para quem não sabe, sou mexicano e carrego junto à história muitas referências condizentes com o meu trabalho hoje como coaching de empresas. O México, que tem uma forte história de sociedades bem planejadas, também tem hoje a segunda maior economia da América Latina, atrás apenas do Brasil, e se planeja para crescer ainda mais nos próximos anos. A questão é que atuo em meu país, mas também faço isso a muitos anos no Brasil. E posso afirmar, sem dúvida, que independente de economia mais desenvolvida ou não, de empresas maiores ou menores, a regra é a mesma: De nada adianta uma ação bem executada sem um planejamento estratégico bem feito, e vice-versa.

O fato é que ação e planejamento devem andar lado a lado para garantir o sucesso de uma empresa. Agir de maneira correta e planejar sabiamente são hoje quase que pré-requisitos das grandes corporações bem sucedidas. Michael Porter, professor em Harvard e um dos principais especialistas em estratégia do mundo, fala que no contexto empresarial, o planejamento, ou pensamento estratégico, é um processo contínuo de criação, implementação e avaliação de decisões que orientam e permitem a uma organização atingir seus objetivos.

Várias empresas acabam fechando as portas no primeiro ano de vida. Os empresários costumam se justificar, dizendo que a economia está ruim e a taxa de inflação alta. Isso pode até acontecer, mas o principal motivo é, na verdade, falta de planejamento. Muitos gestores não entendem que o processo de planejamento dentro das organizações é tão importante quanto o processo produtivo. Alguns casos de sucesso no Brasil mostram claramente isso. Por exemplo, uma fabricante de calçados, que precisava fortalecer e fazer crescer sua marca de chinelos. A concorrência sempre foi difícil. Eles precisaram de um planejamento estratégico de muita qualidade. Traçaram os desafios do marketing, fizeram as análises necessárias e planejaram toda uma ação de promoção da marca, com objetivos traçados e resultados mensurados periodicamente. Desta forma, conseguiram, não ser a maior marca de chinelos do Brasil, mas alcançar os objetivos planejados e se firmar no mercado.

Não é tão difícil. O ponto de partida para todo e qualquer plano estratégico empresarial é traçar objetivos. Ter a missão, a visão e os valores e, principalmente, o propósito da empresa bem definidos é essencial. Afinal, é necessário entender onde você pretende chegar com o seu empreendimento.

Realizar um diagnóstico completo do mercado também é muito importante. É preciso saber identificar como a sua empresa poderá sofrer impactos do ambiente externo, seja em questão de ameaças ou mesmo oportunidades, no presente e futuro. Sem se esquecer de descobrir todos os pontos fortes e fracos da própria empresa e realizar um bom diagnóstico interno. Só assim, será possível traçar um plano de ação, implementá-lo e cuidar para monitorar cada passo dele até alcançar os objetivos. Afinal, não adianta apenas planejar. O sucesso envolve dedicação, monitoramento e análise diária dos resultados.

(*) É diretor para América Latina da ActionCOACH – líder mundial em business coaching para pequenas e médias empresas e a primeira franquia de coaching no Brasil.


Mais de 2,8 milhões de propagandas maliciosas foram bloqueadas durante mês da Black Friday

As tentativas de infecções por meio de propagandas maliciosas foram a principal modalidade de ciberataque registrada em smartphones com sistema operacional Android em novembro, mês que tem se tornado referência para o comércio eletrônico nacional em razão da Black Friday. No período, o aplicativo PSafe Total bloqueou mais de 2,8 milhões de propagandas maliciosas, o que representa 63% do total de 4,458 milhões de ciberameaças neutralizadas em todo o Brasil.
O alto número de tentativas de ataque por meio de Adwares surpreende, em especial, se comparado ao índice registrado pelo Mapa de Ameaças Digitais da PSafe de outubro. Na comparação entre os últimos dois meses, houve um crescimento de 23,2% nos números deste tipo de ameaça.
“Um dos riscos oferecidos pelo Adware é que ele geralmente encaminha o usuário para sites falsos (phishing) de compra ou bancos com o objetivo de roubar dados”, explica o CEO da PSafe, Marco DeMello. Segundo o executivo, este tipo de ameaça é especialmente perigosa em um período de alta atividade para o e-commerce. “Hackers tendem a aproveitar eventos como a Black Friday, no qual há um aumento significativo de compras online, para intensificar as tentativas de golpe”, diz.
Em segundo lugar no Mapa, aparece o trojan (31%), que é uma porta de entrada para uma série de outras ameaças mais sérias à segurança do usuário de dispositivos conectados.
Tipo de malware        %
Adware                 63%
Trojan                  31%
Riskware              3,2%
Plugin                  0,5%
PUA                   0,08%
Em novembro, os malwares com maior circulação no País foram o Trojan.Downloader.Android.PermAd.B, neutralizado em mais de 78 mil dispositivos, seguido do Riskware.AndroidT.AutoSMS.D (41 mil) e Trojan.Expense.Android.PermAD.H – alvo de 37 mil smartphones.

Site divide receita com usuários e tem acima de 70 mil perfis em apenas 3 meses

Empresários de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, desenvolveram uma ferramenta que caiu no gosto do consumidor brasileiro de Norte a Sul do País, é o site e aplicativo de sugestivo nome Gosto Disso que divide as receitas de publicidade com os usuários pela quantidade de notícias que lê ao longo do dia ou acessa suas peças publicitárias no interior de suas milhares de páginas. Situação que está ajudando as pessoas terem uma graninha pra abastecer celular, por exemplo. Usuários chegam a ganhar até R$ 120,00 no acumulado de três meses. Mais que o valor básico do Bolsa Família por pessoa, que é de R$ 70,00 por pessoa previsto em Lei em 2015 (www.gostodisso.com.br).
“O usuário faz um cadastro em nosso sistema. A partir daí ele preenche seu perfil (o que ele gosta de consumir, o que mais lhe interessa) e a plataforma vai cruzar as informações e assim que a pessoa se logar, vai receber tudo que ela gosta num clique. Acessou, leu ou assistiu a vídeos, ganhou entre 0,06 a 0,10 centavos por cada experiência ou interação”, explicou Eduardo J. Warde, um dos sócios do Gosto Disso.
Já são mais de 70 mil usuários espalhados pelo Brasil. Considerando que o produto é uma startup, ou seja, acabou de ser implantado, o negócio se espalhou rápido pelas redes sociais.

Brasileiros com 30 anos ou mais dominam o consumo de jogos mobile

 

jogos mobile temproario
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O estudo Generation Hashtag, elaborado pela consultoria Bain & Company, revela que os maiores consumidores de jogos via celular são, na verdade, os “adultos”: 58% das pessoas com 36 anos ou mais alega utilizar esses jogos frequentemente, contra 53% das pessoas com idades entre 15 e 25 anos. Já 53% das pessoas com idades entre 26 e 25 anos, por sua vez, alegam ser consumidoras desse tipo de jogo.
“A predominância das pessoas mais velhas nesse mercado só acontece porque os mais jovens frequentemente optam por jogar via console, até por disporem de mais tempo para tanto, uma vez que esse tipo de game ocupa mais tempo, ao passo que as pessoas mais velhas devotam menos tempo a esse tipo de passatempo, preferindo jogos mais curtos em dispositivos portáteis.” analisa Frederic Declercq, sócio da Bain & Company.
O Generation Hashtag analisou os comportamentos de consumo de produtos mobile, digitais e analógicos de mais de 7 mil pessoas em dez países: Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Índia, África do Sul, França, Suécia, Reino Unido, China e Brasil (www.bain.com.br).

Melhoria dos serviços de saúde demandam informatização da área clínica

Severino Benner (*)

Há 10 anos, muitos hospitais, para gestão de seu negócio, utilizavam soluções tecnológicas desenvolvidas internamente e suas iniciativas de informatização estavam focadas nos processos de sistemas administrativos e financeiros, com baixo impacto na área clínica

Como resultado, hoje há um baixo índice de certificações ou implantações de prontuários eletrônicos dos pacientes (PEP) nas instituições de saúde. Para se ter uma ideia, o Brasil tem menos de 200 hospitais com certificação ONA (Organização Nacional de Acreditação), que entre outros requisitos, exige que a instituição faça uso de um PEP.
O que dificulta o processo é o fato dos executivos das instituições de saúde não enxergarem os benefícios proporcionados pelos investimentos de capital na adoção de novas tecnologias. É preciso entender as vantagens da automação e integração de processos, tanto do ponto de vista administrativo, como clínico, que refletem na redução de erros e desperdícios durante todo o processo da sinistralidade. O grande desafio hoje dos fornecedores de TI na área de saúde é exatamente demostrar o retorno sobre os investimentos (ROI) dos projetos na internação e automação do processo de Gestão Clínica.
O cenário atual está mudando e podemos enxergar uma ruptura em relação aos modelos e a aplicação da tecnologia na saúde, transferindo o foco para a obtenção de informações relacionadas à gestão clínica. Os sistemas de gestão de saúde (ERP) com foco na gestão clínica e prontuário eletrônico (PEP) integrados já contribuem para minimizar os erros, reduzir custos e desperdícios, automatizar, agilizar os processos clínicos, registrar eletronicamente as informações dos pacientes e ajudar a reduzir a repetição de procedimentos. Porém, a simples implementação de sistemas de tecnologia, sem a revisão dos processos, não traz necessariamente grandes ganhos.
Outro ponto crucial a ser pensado é que o paciente é quem deve ser o proprietário das informações relacionadas à sua saúde e ter o poder de dividir seu histórico com quem ele bem entender. E o PEP contribui muito pouco do ponto de vista do paciente, quando ele está fora do hospital. Uma pessoa, por exemplo, que a vida toda foi atendida por uma determinada instituição e repentinamente, durante uma viagem, foi acometida de algum problema de saúde, não terá acesso ao seu histórico no momento deste atendimento. Para que seja feito um diagnóstico e para definir uma linha de tratamento, será preciso passar por uma bateria de exames, que não seria necessária se houvesse acesso ao PEP. Isso, além de aumentar os custos da saúde, atrasa o tempo do início do tratamento ou cirurgia, o que pode ser a diferença entre a vida e a morte, em caso de emergências. Embora haja um debate liderado pelo Conselho Federal de Medicina sobre a propriedade da informação clínica, é irreversível o processo de mudança.
Mas, infelizmente o setor está esperando um fato novo externo, como foi a uberização para mudar essa situação. Isto que está acontecendo com os taxis já dá sinais de que irá ocorrer na área da saúde, como acontece em outros países, que possuem serviço onde a saúde digital é uma realidade: prontuário do cidadão, monitoramento de crônicos, consultas por videoconferência, orientação médica por telefone. 56% das pessoas que procuram um pronto atendimento ou as UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) do SUS não precisariam estar lá realmente. No Brasil, com a grande dificuldade de acesso das pessoas à saúde; serviços de orientação médica e nutricionais poderiam ser fornecidos por telefone ou por chats na web. Esse tipo de atendimento é uma alternativa para suprir a carência e a falta de estrutura de atendimento que existe hoje e que ainda pode agravar-se, em função de restrito investimento na saúde pública, do envelhecimento da população e do surgimento de novas doenças.
Em suma, com a ampliação da adoção de tecnologia de gestão clínica, todas as informações, protocolos, procedimentos, registrados em um só local, os pacientes teriam acesso aos seus registros médicos e isto irá certamente impactar em uma redução de custos, especialmente por conta da eliminação da repetição de procedimentos. Desta forma, fica claro que a cadeia da saúde nos próximos anos deverá passar por grandes transformações em relação ao seu atual modelo, demandando necessariamente que o paciente participe da gestão de sua saúde de forma colaborativa, caso contrário, o sistema entrará em colapso.

(*) É presidente e fundador da Benner.

 

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