Tecnologia 09/06/2016

A expansão do e-commerce no Brasil e o futuro da segurança em transações via mobile

As compras via m-commerce (transações via celular e tablets) têm crescido de forma significativa à medida que os dispositivos móveis se popularizam

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César Lovisaro (*)

Os números representam uma revolução e falam por si só. A ampliação do acesso à internet e acesso cada vez maior aos telefones celulares, que nos últimos anos tem crescido de forma exponencial, traz um novo panorama ao comércio eletrônico, transformando o m-commerce em uma das boas alternativas para a economia brasileira.

O m-commerce é uma nova forma de se comprar e atualmente cresce mais do que o e-commerce tradicional (via internet), sendo que já representa uma porcentagem extremamente considerável das transações via lojas virtuais e transações bancárias. Segundo estudo realizado pela Coupofy, o m-commerce cresce 300% mais rápido do que o e-commerce, o que indica que os brasileiros estão descobrindo a modalidade. Ainda de acordo com o estudo, em 2016, as compras por dispositivos móveis tendem a crescer 42%, sendo que o comércio eletrônico tradicional possivelmente apresentará crescimento de 13%.

A previsão para a expansão do mobile é incrível. Estudos recentes também mostram que os usuários móveis são quatro vezes mais envolvidos do que os usuários da web tradicional e suas expectativas também são grandes quanto à experiência de uso. 67% destes começam engajados em seus dispositivos móveis e permanecem depois.

As compras efetuadas via mobile chegarão a US$ 200 bilhões em 2017, cifra quase três vezes superior ao valor registrado em 2013 (US$ 70 bilhões em todo o mundo). Outra expectativa do mercado é o aumento do número de downloads de aplicativos, que crescerá substancialmente, com aumento de 185% no mesmo período.

Apesar de o panorama ser muito positivo, o que demonstra que a sociedade brasileira está modificando seus hábitos de consumo, principalmente em razão da praticidade e da agilidade proporcionada pelos smartphones e tablets, é extremamente importante atentar-se para o fator segurança.

Compras pela Internet, transações bancárias, envio de mensagens confidenciais e diversas outras possibilidades fornecidas pelo mobile merecem e exigem um nível de atenção singular, já que atualmente os riscos de sofrer um ataque de hackers são enormes.

Para se ter dimensão do quanto a segurança é importante, somente em 2015 os bancos registraram perdas de R$ 1,8 bilhão em fraudes eletrônicas. Outro dado relevante diz respeito às fraudes. Segundo pesquisa da ACI WorldWide, no ano passado, as tentativas de fraude no varejo aumentaram 30%.

Uma das alternativas existentes e que têm se mostrado eficaz no que diz respeito à segurança é a adoção de tecnologias que oferecem métodos avançados de autenticação, assinatura de transações e funções OTP, e ainda soluções que usam tecnologias QR Code e Push.

Tokens modernos, capazes de se comunicar com o back-end de instituições financeiras, e que permitem a percepção de ataques man-in-the-middle, por exemplo, são ainda mais eficazes e garantem transações mais seguras e confiáveis.

A segurança das transações via mobile não pode ser subestimada. Ela precisa caminhar de forma paralela, consistente e estruturada com a tecnologia, evoluindo à medida que são desenvolvidas novas ferramentas de proteção. Só assim toda a revolução do mobile, um dos pilares da “nova forma” de e-commerce e, consequentemente, da nova economia, estará realmente preparada para o futuro.

(*) É vice-presidente da Datablink.

Pesquisa revela as redes sociais e aplicativos mais utilizados para encontrar a cara metade

O Núcleo de Estudos e Tendências da Atento, empresa líder em serviços de gestão de relacionamento com clientes e terceirização de processos de negócios (CRM/BPO), realizou uma pesquisa para identificar as redes sociais e aplicativos preferidos dos brasileiros para encontrar um parceiro. Foram entrevistadas 2.278 pessoas de todo Brasil, entre 18 e 60 anos, e os resultados mais expressivos foram:

-79% Facebook -18% Outro
-74% WhatsApp -7% Happn
-35% Tinder -3%Instamessage
-29% Instagram -3% Kickoff

A mesma pesquisa foi realizada em 2015 e os resultados mostram que a utilização de aplicativos para este fim realmente chegou para ficar. Apesar da estabilidade no percentual de pessoas que utilizam Facebook, Whatsapp e Instagram, registrou-se um aumento bastante relevante na quantidade de homens e mulheres que utilizam o Tinder:
2015 2016
Canais Mulheres Homens Mulheres Homens
Facebook 76% 85% 76% 85%
Whatsapp 68% 81% 68% 83%
Instagram 20% 34% 24% 39%
Tinder 13% 25% 30% 44%

O queridinho dos jovens entre 18 a 24 anos é o Facebook, eleito com 83% dos votos como o melhor canal para conhecer pessoas, seguido pelo WhatsApp, com 77% de preferência para paquerar. Um fato curioso é a utilização desses canais também pelos mais velhos: 42% das pessoas acima de 45 anos já usaram ou utilizariam redes sociais e aplicativos para encontra a cara metade O Facebook foi apontado como a principal ferramenta para todos os entrevistados nessa faixa etária.


Férias com a família mesmo em tempos de crise

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Julho está próximo e muitas famílias aproveitam as férias escolares para viajar com os filhos. Para quem vive na correria das cidades grandes e tem uma agenda sempre cheia com trabalho e diversos afazeres, nada mais justo do que tirar alguns dias para descansar. Mesmo em tempos de crise não dá para adiar esse tempo de lazer tão importante para toda família, por isso, na hora de planejar é necessário buscar algo que não fuja muito do orçamento.
Pensando nesta merecida viagem desta época, empresários, empreendedores, administradores e profissionais, que costumam fazer negócios via rede de permutas – que tem em seu banco empresas de diversos segmentos e tamanhos, comercializando todo tipo de serviço e produtos -, adquirem pacotes em hotéis, pousadas, vouchers de restaurantes e até mesmo passagens aéreas. Na rede há como fazer uma intermediação de negócios, que ultrapassa o comércio de troca bilateral mais antigo, o “escambo”, e é atualmente um inovador conceito multilateral.
As companhias disponibilizam na empresa de permuta, que funciona como um banco de crédito, produtos e serviços ociosos, com foco em trocá-los por créditos Unidades de Permuta (UPs). Com este crédito, podem escolher entre os itens disponibilizados na rede, aquilo que precisam. Tendo desta forma a facilidade de fazer suas viagens sem precisar gastar dinheiro ou mexer no caixa da empresa.
Um dos itens mais procurados na rede de permuta são justamente os hotéis em diversas regiões e localidades, que além de lazer para férias em família e programas profissionais, também podem ser utilizados para premiação, confraternização ou treinamento dos funcionários.
Por outro lado, para os empreendimentos hoteleiros, a permuta também é um bom negócio, pois ocupa o espaço ocioso nos seus estabelecimentos durante o ano todo, equilibrando hóspedes que pagam em dinheiro com aqueles que são através da rede de trocas. Mantendo sempre o movimento e ainda ocupando seus créditos com aquilo que precisa, como serviços de telefonia, tecnologia, reformas, decoração ou produtos de construção, alimentação, entre diversos outros. Tendo também a oportunidade de receber o hóspede que gostar da estrutura e do serviço em outras oportunidades, não somente através da permuta, mas também como clientes fidelizados.

(Fonte: Alessandro Candiani – Presidente da Permute – http://www.permute.com.br).

Os impactos da mobilidade no cotidiano das pessoas

Gustavo Paulillo (*)

A internet foi a grande inovação dos últimos tempos nos quatro cantos do planeta, possibilitando que povos distantes se encontrassem e dúvidas fossem esclarecidas

Com ela, surgiu a possibilidade de encontrar todo tipo de coisa que buscamos em apenas um clique, abrindo caminhos tanto para os estudos quanto para os negócios. Além disso, a tecnologia hoje nos permite acessar tudo pela palma da nossa mão. Mas, será que paramos para refletir até que ponto isso é bom ou ruim para a sociedade?
Os impactos positivos são quase óbvios, pois houve uma revolução no modo das pessoas pensarem e agirem. Os dispositivos móveis passaram a fazer parte da vida diária, seja no modo de comprar, de se comunicar, de se divertir, de estudar e trabalhar. Em meio a esse turbilhão de informações, nós sequer paramos para pensar nos impactos negativos que a mobilidade e a internet podem trazer, caso não sejam usadas com moderação.
O principal impacto negativo é a dependência que a tecnologia pode causar na vida das pessoas. Essa característica já é caso de estudo e tem nome: Nomophobia, do inglês No Mobile Phobia, que nada mais é que o medo ou angústia que as pessoas sentem em simplesmente pensar em ficar sem seu celular ou na perda dele, além de afetar principalmente as pessoas viciadas em redes sociais. Imagine a situação. De acordo com um estudo realizado com mil pessoas no Reino Unido mostra que 66% das pessoas ficam muito angustiadas com a ideia de ficar sem seu celular e os mais afetados são os jovens de 18 a 24 anos.
Porém, apesar desses problemas, a mobilidade se tornou um ponto central no estilo de vida da sociedade moderna. Ganhamos tempo podendo conferir e-mails, mensagens e fazer consultas de onde estivermos. Mas ao mesmo tempo, podemos perder o foco facilmente com as notificações que desviam nossa atenção, pois elas geram ansiedade. Quem nunca achou que ouviu o celular tocar sendo que não tinha acontecido?
Além disso, há um item muito comum principalmente no mundo corporativo: as pessoas se sentem ansiosas para cobrar respostas de e-mails e mensagens enviadas por aplicativos, gerando ainda mais ansiedade em ambas partes. A mobilidade pode afetar diretamente a nossa vida pessoal e principalmente, nossa saúde. É preciso equilíbrio, evitando principalmente ser multitasking (fazer várias tarefas ao mesmo tempo). Por muitas vezes, as ferramentas como smartphones, tablets e notebooks nos ajudam a estar conectados o tempo todo, nos permitindo acumular cada vez mais atividades simultâneas.
Para as empresas de hoje, esse profissional “multitasker” pode ser bem visto, mas a verdade é que, nosso cérebro não é verdadeiramente “multitask”. Ficamos trocando de foco constantemente, entre uma tarefa e outra, o que leva ao esgotamento com o tempo. Ou seja, o que parece ser algo positivo, na verdade pode prejudicar nosso rendimento e saúde, aumentando estresse e ocasionando o não cumprimento das atividades que foram planejadas.
A questão aqui não é criticar a mobilidade, muito pelo contrário. Porém, vale pensar sobre como podemos ser afetados de maneira negativa e criar parâmetros que nos auxiliem de alguma forma para não sermos afetados pelo estresse e ansiedade. É preciso balancear o uso da tecnologia e às vezes se desligar por completo. Apesar de ser ávido por tecnologia, acredito que nenhuma conseguiu substituir o contato pessoal, por enquanto. Por enquanto…

(*) É analista de sistemas para clientes como Tigre S/A, Cereser, Financeira Alfa S/A e GOL Linhas Aéreas, operando também com sistemas da SERASA. Em 2012, em sociedade com seu irmão Júlio Paulillo e Tulio Monte Azul, criou o Agendor, app que ajuda a área comercial de PME’s a organizar e aumentar as vendas e que, atualmente, atende a 5 mil clientes.

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