A inteligência artificial avança para uma nova etapa no agronegócio, com uma tecnologia que começa a assumir um papel estrutural nas operações, conectando dados, máquinas, sistemas de gestão e diferentes elos da cadeia produtiva. Esse movimento estará no centro do painel “IA: A Nova Infra do Agro”, que integra a programação, no maior festival de conteúdo e cultura agro do mundo, o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) São Paulo, no dia 1º de outubro, no Nubank Parque, em São Paulo.
O debate contará com a participação do sócio fundador da Rural Ventures, um ecossistema que conecta tecnologia, dados e capital para impulsionar o agro, Fernando Rodrigues, e o diretor executivo da TOTVS, Fabrício de Assis Ramos Orrigo. A proposta do painel é discutir a passagem da inteligência artificial de projetos experimentais para uma tecnologia incorporada à infraestrutura de gestão do agronegócio.
“Falar de inteligência artificial (IA) no agro sem falar de infraestrutura é discutir o motor sem olhar o combustível. A camada que sustenta a IA na fazenda é dado organizado, conectividade e processo. Justamente aí que o agro ainda tropeça. Sem integração entre os sistemas, não há qualidade de dado; e sem qualidade de dado, não há inteligência que se sustente”, destaca o sócio fundador da Rural Ventures, Fernando Rodrigues.
De acordo com os dados divulgados pelo Radar Agtech Brasil 2025, o Brasil chegou a 2.075 agtechs ativas em 2025, contra 1.125 em 2019, além de 390 ambientes de inovação ligados ao agro. Sendo que 83% das agtechs brasileiras já utilizam inteligência artificial.
Nesse cenário, informações provenientes de máquinas agrícolas, sensores, ERPs, drones, imagens de satélite, estações meteorológicas e plataformas de gestão podem ser integradas e transformadas em subsídios para decisões operacionais e estratégicas. Essa evolução ganha importância diante de um setor que precisa administrar simultaneamente variáveis como clima, produtividade, custos, margens, logística, rastreabilidade e sustentabilidade.
“Trazer esse debate para o GAFFFF é discutir, de forma concreta, como a inteligência artificial pode contribuir para um agronegócio mais produtivo, eficiente, conectado e preparado para os desafios dos próximos anos. A tecnologia já começa a transformar a forma como produtores, empresas e demais agentes da cadeia utilizam dados, automatizam processos e tomam decisões, e entender esse movimento será fundamental para a competitividade do setor”, afirma Luiz Felipe Nastari, diretor de Comunicação e Eventos da DATAGRO.


