Google demite pesquisador da área de aprendizagem de máquina

O New York Times informou que o Google demitiu o pesquisador Satrajit Chatterjee, especializado em aprendizagem de máquina, uma área da inteligência artificial que foi definido em 1959 por Arthur Samuel como “um campo de estudo que dá aos computadores a habilidade de aprender sem serem explicitamente programados”.

Vivaldo José Breternitz (*)

O jornal disse que a demissão foi motivada pelo fato de o pesquisador ter escrito um artigo contradizendo conclusões expostas em outro artigo de autoria de profissionais da empresa, este dizendo que computadores poderiam projetar alguns componentes de chips de forma mais eficaz do que humanos.

Segundo o Google, o artigo original foi minuciosamente examinado e revisado por pares, e o escrito por Chatterjee não atendeu aos padrões da empresa.

É mais um episódio do relacionamento conflituoso entre os altos executivos do Google e suas equipes de inteligência artificial, que já havia gerado a demissão, entre outros, dos pesquisadores Timnit Gebru em 2020 e Margaret Mitchell no início de 2021.

Não é segredo que o Google se orgulha de suas pesquisas na área de inteligência artificial, com a empresa sempre procurando divulgar a criação de algoritmos que podem superar os humanos em campos como design de chips e detecção de câncer, por exemplo.

Além disso, sua linha de smartphones, tablets e laptops Pixel, utiliza processadores desenvolvidos pela empresa, focados em inteligência artificial. Quaisquer falhas ou polêmicas podem prejudicar significativamente seus negócios nessa área e manchar sua reputação como líder no desenvolvimento dessa tecnologia, o que poderia ajudar a explicar essas demissões.

(*) É Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de IoT.

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