
Projeto mostra como soja e milho estão presentes no dia a dia da população
Após receber mais de 17 mil visitantes nas principais feiras agropecuárias de Mato Grosso, a Casa do Agro Brasileiro será apresentada pela primeira vez em São Paulo. A exposição, desenvolvida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), estará aberta ao público entre os dias 25 de julho e 1º de agosto no Shopping Cidade São Paulo, localizado na Avenida Paulista. O projeto tem como objetivo aproximar a população da realidade do agronegócio brasileiro, mostrando de forma prática como a soja e o milho estão presentes em diversos produtos consumidos diariamente. Durante a visita, o público poderá conhecer itens utilizados na alimentação, medicamentos, cosméticos, produtos de higiene pessoal e em diferentes segmentos da indústria. A proposta da Casa do Agro Brasileiro é demonstrar que a produção agrícola vai muito além das lavouras.
Crédito Privado
O avanço do crédito privado no agronegócio ganhou novo peso em 2026. De janeiro a maio deste ano, os FIDCs captaram R$ 41,7 bilhões no mercado de capitais, com alta de 36,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo ambiente, os Fiagros também ganharam tração como instrumento de financiamento ligado ao campo: a indústria alcançou R$ 47,7 bilhõesem patrimônio líquido em março de 2025, de acordo com a CVM, após crescer 204% entre março de 2023 e março de 2025. A expansão ocorre em um momento em que o crédito oficialsegue pressionado. Exemplo: o Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 525,1 bilhões à agricultura, registrando aumento nominal de 1,72% frente ao período anterior, abaixo da inflação acumulada no período. Para custeio e comercialização, foram reservados R$ 384,9 bilhões, reforçando a busca de empresas do agro por estruturas mais ágeis, customizadas e menos dependentes das linhas bancárias tradicionais.
Financiamento bancário
Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital, explica que o crescimento do FIDC no setor agro é um reflexo da retração do crédito bancário: “A retração do crédito bancário fez com que muitas empresas agropecuárias, especialmente no Centro-Oeste, passassem a explorar alternativas de crédito mais ágeis e customizadas. O FIDC permite que elas usem seus próprios recebíveis como lastro, trazendo maior flexibilidade e controle sobre a estrutura de financiamento”. O modelo tem ganhado espaço porque permite que empresas agropecuárias busquem estruturas de financiamento alinhadas ao ritmo e ao porte da operação, sem depender de condições que muitas vezes não acompanham a velocidade do setor.
B3 / Formação
O mercado financeiro exige cada vez mais conhecimento, preparo e capacidade de interpretar diferentes cenários. É com essa proposta que a B. Trader, instituição de educação voltada para cursos e treinamentos no mercado financeiro, e a Boa Brasil Capital, escritório de investimentos parceiro do BTG Pactual, realizam, entre os dias 27 e 31 deste mês o “Master Gain”, evento que promete reunir um seleto público na B3, a Bolsa do Brasil, em São Paulo, em uma experiência de imersão com técnicas avançadas em análise técnica, planejamento operacional e financeiro, além de dinâmicas para modelar a mentalidade e trocas de vivências em relação ao mercado.
Grãos e Farelos
A VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, alcançou resultados históricos no transporte de grãos e farelos no primeiro semestre deste ano. A empresa movimentou, no período, 12,4 milhões de toneladas úteis (MTU), o maior volume já registrado para o período, com crescimento de 7,9% em comparação com os seis primeiros meses de 2025. O desempenho também foi impulsionado por um segundo trimestre recorde. Entre abril e junho, a companhia transportou 7,9 milhões de MTU de grãos e farelos, resultado 8% superior ao do segundo trimestre de 2025 e o melhor da história da VLI para o período.
Varejo Paulista
O faturamento do comércio no Estado de São Paulo caiu 6,9% em abril, quando comparado com o mesmo período de 2025. De acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Secretaria de Fazenda, o faturamento real atingiu o montante de R$ 122,1 bilhões no mês (R$ 9 bilhões abaixo do valor apurado em abril de 2025). Dentre as razões para essa desaceleração, há a forte base de comparação, porém o cenário macroeconômico marcado por juros elevados, inflação acima do teto da meta e famílias endividadas e inadimplentes refletem negativamente no consumo. No ano, as vendas varejistas acumularam perda de 5,1%, o que representa um faturamento de R$ 25,9 bilhões inferior ao obtido entre janeiro e abril do ano passado.
Negócios em Pauta 17/03/2026 | Jornal Empresas & Negócios



