Novos negócios durante a pandemia: a solução é inovar

Zeca Medeiros (*)

Muitos empresários, comerciantes, profissionais autônomos estão tendo que se reinventar para continuar no mercado. Vários segmentos da economia, que culturalmente sempre se apresentaram em eventos presenciais, estão se adaptando aos novos tempos. Surgem então os eventos virtuais, como feiras têxteis, vestuário, calçados, utilidades domésticas, etc. Todos buscando um modelo de negócios para impulsionar as suas vendas e sobreviver nesta nova realidade.

No mercado do artesanato não é diferente. Seu principal nicho de vendas – feiras e exposições – foi totalmente paralisado com a pandemia. Como as demais atividades de venda, este setor teve que se reinventar e encontrar uma saída, para que milhares de artistas e trabalhadores da área voltassem a produzir e chegar com seus produtos até o consumidor final. O setor vinha aquecido no ano passado, mobilizando milhares de brasileiros. Segundo o Sistema de Informação Cadastrais do Artesanato Brasileiro o número de artesãos cadastrados no país era de quase 150 mil em 2019.

Segundo dados do IBGE, o artesanato vem se fortalecendo ao longo dos últimos 20 anos, com a ascensão da economia criativa. Com segmento de mercado, o artesanato já movimenta hoje R$ 50 milhões por ano e é responsável pela renda de aproximadamente 10 milhões de pessoas. Mas qual seria a solução para o cancelamento das feiras e exposições por tempo indeterminado? A criação de uma feira virtual que funcionará dentro de uma plataforma de marketplace e terá todas as atrações das grandes feiras presenciais como estandes para vendas, oficinas de artesanato, palestras, exposições, além de reuniões online para novas parcerias.

A “Patchwork Arte e Design em casa” é um projeto de um grupo de empresários empreendedores com mais de 20 anos de experiência no mercado e visa renovar o mercado de artesanato e beneficiar os artesãos, que dependem das feiras durante todo o ano. Com a feira virtual, artesãos de todo o Brasil poderão participar expondo e vendendo seus produtos, sem gastos com deslocamento e transporte das mercadorias. Sem estes custos para o artesão, o consumidor será o grande beneficiado, já que terá melhores preços na compra dos produtos. Todos ganham e o mercado do artesanato volta a se movimentar.

(*) – É Produtor cultural e diretor da Bializ Produções Culturais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

0 Shares
Share via
Copy link
Powered by Social Snap