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Desafios e oportunidades no mercado brasileiro neste ano

em Mercado
quinta-feira, 09 de janeiro de 2025

De acordo com o economista e empresário Fabio Ongaro, o Brasil enfrenta um cenário econômico desafiador em 2025, com crescimento moderado e pressões inflacionárias. A manutenção de taxas de juros elevadas e a volatilidade cambial adicionam complexidade ao ambiente econômico.

A implementação de reformas estruturais e a busca por equilíbrio fiscal serão cruciais para assegurar um crescimento sustentável e a estabilidade econômica no país. “As estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 variam entre diferentes instituições. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, projeta uma expansão de 2%, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou sua previsão para 2,5%.

O governo brasileiro, por sua vez, estima um crescimento de 2,6%. Essa expectativa de crescimento é impulsionada por setores como a indústria e o agronegócio, com destaque para estados como Mato Grosso do Sul, que projeta um aumento de 4,2% no PIB, superior à média nacional”, comenta Ongaro, que também é CEO da Energy Group e Vice-Presidente de Finanças da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo – Italcam.

Ele acrescenta que a inflação tem sido uma preocupação constante. O Boletim Focus indica uma projeção de 4,96% para 2025, acima da meta oficial de 3%. “Para conter a inflação, o Banco Central deve manter a taxa Selic em patamares elevados. As projeções sugerem que a Selic poderá atingir 15% em 2025, o que impacta diretamente o custo do crédito e os investimentos”, analisa o economista.

Já o mercado cambial brasileiro tem enfrentado volatilidade. Em 2024, o dólar registrou uma alta de cerca de 27%, encerrando o ano em R$ 6,18. Para 2025, especialistas preveem uma possível suavização, com o dólar estabilizando-se em torno de R$ 6,05 a R$ 6,10 no primeiro trimestre. “No entanto, fatores como a política fiscal e o cenário internacional podem influenciar essas projeções”, ressalta Ongaro.

. Desafios Fiscais e setores produtivos – Ongaro comenta que o equilíbrio fiscal permanece como um dos principais desafios para a economia brasileira. O aumento dos gastos públicos, especialmente em um ano pré-eleitoral, e a necessidade de reformas estruturais são pontos de atenção. A dívida pública elevada limita a capacidade do governo de investir em áreas essenciais, exigindo medidas de austeridade e eficiência na gestão dos recursos.

“O agronegócio continua sendo um pilar fundamental para a economia brasileira, com expectativas de crescimento significativo em 2025. A indústria também apresenta sinais de recuperação, embora de forma mais moderada. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta um crescimento de 2,1% para o setor industrial neste ano, indicando uma desaceleração em relação a 2024”, pontua o economista e VP de finanças da Italcam.

Outro ponto de atenção, segundo o empresário Ongaro, é sobre o mercado de trabalho. “Embora venha mostrando resiliência, com taxas de desemprego em queda, a combinação de inflação elevada e juros altos pode afetar o poder de compra da população e a geração de empregos.

Empresários estão revendo planos de crescimento e adiando investimentos devido ao aumento dos custos, o que pode impactar negativamente a criação de novas vagas”, conclui o economista. – Fonte e outras informações: (https://energygroup.com.br/).