Analise as opções de crédito disponíveis e escape da inadimplência

Hamilton Ribas (*)

Vi uma notícia que me deixou preocupado: a quantidade de brasileiros endividados bateu um novo recorde em abril: 77,7% terminaram o mês com alguma dívida – o maior índice desde 2010, conforme aponta a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).

Ao contratar um empréstimo, ele precisa ser vantajoso para quem está comprando a dívida. Então, o melhor tipo é relativo conforme a necessidade de cada um. Mas, em geral, quando se chega ao ponto de precisar de crédito, a situação é bem específica. O ideal é se planejar.

Se você pensa em reformar sua casa precisa planejar os custos e gastos, pensar em um percentual para eventualidades, e então, solicitar um empréstimo e trabalhar com o valor que tiver na mão naquele momento. Tomar valores quando já se tem um débito abala emocionalmente as pessoas, e na ânsia de sanar a dívida, pode não ser feito o melhor negócio, como ficar com parcelas a perder de vista e taxas de juros rolando.

Embora os bancos costumem ser uma fonte burocrática, ainda é a instituição mais procurada quando se fala em empréstimo financeiro. Contudo, existem outras formas, mais fáceis e vantajosas para obter crédito. Uma modalidade que vem crescendo, e muitos consumidores ainda não conhecem, é baseada no limite do cartão, com percentuais menores, sem entraves e com alto índice de aprovação.

Basta ter limite disponível, ser o titular do cartão e não ter contestado compras que, de fato, eram suas (chargeback). O ideal ao solicitar um empréstimo é pesquisar sobre a reputação do local, seja no Google, seja no ReclameAqui, além de checar o CNPJ da contratada e tirar todas as dúvidas com o consultor que está fazendo a oferta dos valores. Vale ainda ficar atento a um golpe bastante comum: operadoras que pedem uma antecipação de pagamento ao cliente para liberar o empréstimo.

Ora, se o consumidor está negativado, não faz sentido ele ter que pagar antecipadamente nenhuma parcela. Planejamento é a palavra de ordem. Veja o quanto você está solicitando, em quantas prestações irá pagar e analise se a parcela cabe no seu orçamento. Se possível, não renegocie a dívida, as taxas vão se acumulando.

Cuidado com as ciladas e bolas de neve. O momento em que nos encontramos endividados é sempre delicado e estamos fragilizados, ficando mais suscetíveis a golpes. Não caia nessa!

(*) – É CEO da Limite na Hora (www.limitenahora.com.br).

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