Reação do Congresso à indicação de Imbassahy “não tem razão de ser”

Beto Barata/PR
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Presidente Michel Temer durante assinatura de acordos para execução de obras na Barragem de Jucazinho, em Surubim-PE.

O presidente Michel Temer confirmou que, de fato, o nome do líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), foi cogitado para ocupar o cargo de ministro da Secretaria de Governo, mas que, diante da reação à indicação no Congresso, a questão ficou de ser fechada em um segundo momento, para buscar apoio junto à base do governo.
Até o final de novembro, a Secretaria de Governo tinha à frente Geddel Vieira Lima, mas o ex-ministro pediu para sair do cargo após denúncias de que teria feito pressão sobre o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para liberar uma obra na área nobre de Salvador, na qual admitiu ter um imóvel.
Temer negou que houve qualquer “recuo” na definição de quem ocupará a Secretaria de Governo. “Não houve convite ao iminente deputado Antônio Imbassahy. O que houve foram conversações relativas à ampliação da participação do PSDB no meu ministério. Quando me falaram do Imbassahy, eu logo recebi [a indicação] com o maior agrado, porque ele é um homem politicamente adequado e é exatamente o que preciso na Secretaria de Governo”, disse Temer na sexta-feira (9), em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco.
Segundo ele, em meio a essas conversações, houve um “equívoco de comunicação”, o que resultou na divulgação, pela imprensa, do nome do deputado antes mesmo de o assunto ser fechado. “O fato é que não estava fechada essa matéria. E, de fato, houve certa reação na medida em que estamos em processo de eleições na Câmara e alguns partidos acharam que isso favoreceria um ou outro candidato. Daí a razão pela qual eu disse: vamos primeiro costurar os apoios todos necessários de todos os setores da base”, disse Temer.
“De fato houve reações [à indicação de Imbassahy à Secretaria de Governo da Presidência da República], mas a meu ver elas não tiveram razão de ser”, acrescentou. “E, diante do apoio extraordinário que Congresso está dando às nossas medidas, eu não posso desagradar uma ponta da base”, completou o presidente. O presidente Michel Temer visitou cidades de Pernambuco e do Ceará (ABr).

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