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Produção de veículos cresceu 3,2% em maio, mas tem queda de 24,3% no ano

em Manchete
segunda-feira, 06 de junho de 2016

Marcelo Camargo/ABr

A venda de veículos aumentou 2,8% de abril para maio.

A produção de veículos automotores em maio somou 175,3 mil unidades, um aumento de 3,2% em relação a abril (169,8 mil), de acordo com balanço da Anfavea, divulgado ontem (6). Na comparação com maio de 2015, quando foram produzidos 213,8 mil, houve queda de 18%. No acumulado do ano, a produção totaliza 834 mil unidades, queda de 24,3% em relação ao mesmo período do ano passado (1,101 milhão).
“Nesse setor, observamos algumas preocupações. Voltamos aos níveis de 2004. Isso preocupa”, disse o presidente da Anfavea, Antônio Megale. A venda em maio chegou a 167,4 mil unidades, o que representa uma elevação de 2,8% ante os 162,9 mil licenciados em abril. Em relação a maio do ano passado, quando foram vendidos 212,6 mil veículos, o licenciamento caiu 21,3%. No acumulado deste ano, foram comercializados 811,7 mil veículos, 26,6% a menos do que no mesmo período de 2015.
De acordo com Megale, o mercado interno tem se mostrado frágil e o câmbio entrou em um valor de faixa competitiva, com isso, as empresas passaram a olhar com mais atenção para as exportações. “Além disso, o governo também está discutindo acordos de comércio com outros países. Esses esforços das empresas e do governo têm surtido efeito e a exportação tem esboçado um viés positivo.”
O mês de maio terminou com um estoque nas montadoras e concessionárias que chega a 236,4 mil unidades. “Quando fazemos a relação entre estoque e ritmo de de vendas de maio, chegamos a um estoque de 42 dias, o que ainda é um número elevado, apesar de todos os esforços das empresas para diminuir esse número”, observou Megale. Os dados mostram ainda que houve fechamento de 1,3 mil postos de trabalho. O setor fechou o mês de maio com 27 mil funcionários em regime de lay-off e no PPE. Do total, 6 mil ficaram em lay-off e 21 mil foram inseridos no PPE. A previsão é que em 2016 haja queda de 5,5% na produção, redução de 19% nas vendas e elevação de 21,5% nas exportações (ABr).