Cunha volta a pedir que o PMDB saia do governo e entregue ministérios

Alex Ferreita/Ag.Câmara
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Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defendeu que o seu partido, o PMDB, resolva imediatamente se vai deixar ou não a base de apoio à presidente Dilma Rousseff. Na avaliação dele, o PMDB deveria sair do governo, entregar os ministérios ocupados pelos seus integrantes e atuar com independência nas votações no Congresso. Ele reafirmou que se empenhará para conduzir o impeachment de Dilma com a maior celeridade possível e pediu o comparecimento dos deputados inclusive às segundas-feiras e sextas-feiras, para dar agilidade ao processo.
Cunha lembrou que, em convenção, o PMDB fixou um prazo de 30 dias para o diretório nacional decidir se o partido fica na base de Dilma. “O PMDB está em um processo de profunda divisão e de discussão da saída do governo. Defendo que a reunião do diretório aconteça já, imediatamente. Não dá para ficar só no aviso prévio; o PDMB tem que decidir”, afirmou. “Como integrante do PMDB, acho que o partido tem que sair, não tem mais que apoiar este governo, independentemente do impeachment. A forma de governar não é a forma à qual o PMDB deve estar associado. Tem que sair, entregar os ministérios e atuar com independência nas matérias que são para o bem do País”, completou.
Segundo ele, o fato de o presidente nacional do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, não ter comparecido à posse do ex-presidente Lula na Casa Civil foi um protesto contra a nomeação do deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) para o comando da Secretaria de Aviação Civil. O PMDB havia proibido os seus filiados de aceitarem cargos até sair a decisão sobre a permanência ou não no governo. Lula e Mauro Lopes assumiram os cargos durante a mesma cerimônia no Palácio do Planalto. “O ministro ocupar o cargo é uma questão pessoal dele, mas o fato de o governo nomeá-lo é um desrespeito ao partido. A nomeação foi uma afronta do governo ao PMDB, que recebeu como resposta o não comparecimento do presidente do partido à posse. A ausência ocorreu em função disso”, explicou (Ag.Câmara).

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