Temer: não há espaço para feitiçarias e governo não buscará solução ilusória

Temer acompanhado da primeira-dama Marcela Temer e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, cumprimenta oficiais da Marinha, Exército e Aeronáutica em cerimônia no Clube Naval.
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Em discurso de cumprimentos de fim de ano aos militares das Forças Armadas, o presidente Michel Temer disse que “não há mais espaços para feitiçarias” como “imprimir dinheiro, maquiar contas e controlar preços”. Afirmou também que seu governo não vai ceder a “soluções fáceis e ilusórias” porque “se não promovermos as reformas ficaremos presos no atoleiro das irresponsabilidade fiscal” e “o Estado quebra”.
Temer alfinetou os governos anteriores ao dizer que “os que mais sofrem com os arremedos do passado são os mais pobres” e destacou que está “enfrentando os problemas de frente”. Em busca de uma agenda positiva, Temer lembrou que seu governo é de pouco mais de dois anos e que poderia “ficar comodamente instalado nas mordomias da Presidência e nada patrocinar”. Com isso, prosseguiu, “não teria embates, nem controvérsias, nem contestações e seguiria tranquilo seu caminho”.
O presidente que viu a sua popularidade mais uma vez despencar nas última pesquisa CNI/Ibope disse que optou por outro caminho que não visa o apoio popular fácil. “O caminho certo, que estamos todos trilhando, nem sempre é o mais popular. A nossa responsabilidade não é buscar aplausos imediatos. Nosso compromisso é desatar os nós que têm comprometido o nosso crescimento econômico”, disse. E emendou: “seria confortável se chegasse e com dois anos de governo dissesse: não vou me preocupar com teto dos gastos, não vou me preocupar com a reformulação da Previdência porque a velhice só será garantida se reformularmos a Previdência”.
O presidente citou o pacote econômico lançado e lembrou que deu passos decisivos nesta semana para por ordem nas contas públicas, reanimar a economia e tirar o País da crise política permanente “o momento é de manter o rumo”. E emendou: “já enfrentamos dificuldades no passado”. “O Brasil é maior do que a crise, é uma verdade. Sabemos que agora não será diferente. Enfrentaremos os desafios e os superaremos para atingir o patamar de desenvolvimento”, acentuou.
Temer, depois de dizer que “2017 será melhor do que este ano”, salientou que ele e o Brasil sabem que podem contar com as Forças Armadas, bem como agradeceu ao Congresso, que aprovou as medidas defendidas pelo governo e disse que a “palavra chave é o diálogo”. Em sua saudação aos militares, o presidente defendeu a exclusão das Forças Armadas da reforma da Previdência, reconhecendo que a carreira tem diferenças que precisam ser reconhecidas (AE).

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