Na ONU, Temer fala sobre impeachment e pede fim de protecionismo

Presidente Michel Temer abre sessão de debates da Assembleia Geral da ONU.
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Como manda a tradição, o presidente do Brasil, Michel Temer, abriu os discursos da Assembleia Geral das Nações Unidas ontem (21) e pediu “união” e “esperança” para as lideranças políticas. “O Brasil traz às Nações Unidas sua vocação de abertura ao mundo. Somos um país que se constrói pela força da diversidade e acreditamos no poder do diálogo e defendemos com afinco os princípios que regem esta Organização”, abriu o discurso.
Segundo o mandatário, o mundo atual sofre com “marcas de incerteza e instabilidade” que vão desde a “conflagrações regionais ao fundamentalismo islâmico” e criticou a atual “xenofobia, os nacionalismos exacerbados e a demagogia” que trazem “sérios riscos” ao mundo. “Precisamos nos unir para transformar. Precisamos nos unir pela diplomacia: uma diplomacia com pés nos chão mas, com sede de mudanças”, destacou Temer.
Citando as questões regionais, como o Mercosul, o presidente destacou que o Brasil lida com esse tipo de diplomacia com seus parceiros. “Queremos para o mundo o que queremos para o Brasil: paz, desenvolvimento sustentável e respeito aos direitos humanos. Esses são os valores que nos orientam”, ressaltou. Assim como ocorreu nos discursos dos últimos anos, o governo brasileiro defendeu uma reforma no Conselho Segurança da ONU para torná-lo mais plural e conseguir “enfrentar os grandes desafios de nossos tempos”.
Ao falar de problemas mundiais, Temer citou as questões do tráfico internacional de drogas e de armas e criticou situações de conflitos tanto na Síria, onde “mulheres e crianças são as que mais sofrem”, e a falta de reuniões e empenho para resolver o problema entre Israel e Palestina.
Temer usou a parte final de seu discurso para falar do respeito aos direitos humanos e à questão do impeachment. Na primeira, o mandatário ressaltou que “os direitos humanos são desrespeitados todos os dias” em várias partes do mundo e destacou que os imigrantes e refugiados são os mais atingidos por isso. Sem citar a palavra impeachment, Temer falou sobre o afastamento de Dilma Rousseff e disse que o Brasil acabou de passar por um “processo democrático” do “Estado de direito”. “Tudo ocorreu no maior respeito constitucional”, ressaltou falando sobre a “independência” do Judiciário e da imprensa nacional (ANSA).

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