Ministério do Trabalho será incorporado a outra área, diz presidente eleito

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Presidente do CNJ e do STF, ministro Dias Toffoli, ao receber pela primeira vez a visita do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Foto: G.Dettmar/Ag.CNJ

Após reunião com o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, e o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse ontem (7) que pretende extinguir o Ministério do Trabalho e fundi-lo a outra pasta. Ele não informou detalhes. Criado há 30 anos, o Ministério do Trabalho divulgou nota, por meio da assessoria, informando sobre a importância de ser mantido como uma pasta autônoma.
Questionado sobre o nome do futuro chanceler, Bolsonaro afirmou que busca um diplomata de carreira, sem viés ideológico. “Há vários nomes, e assim como na Defesa teremos um [militar] de quatro estrelas, no Itamaraty teremos um diplomata”. Também disse que pretende fechar representações brasileiras “ociosas”, sem citar quais seriam. A rede consular brasileira é uma das maiores do mundo, consiste em um conjunto de embaixadas, consulados e vice-consulados.
Bolsonaro afirmou ainda que o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, poderá permanecer à frente do banco em seu governo. “Pode ser. O Paulo Guedes está com tudo rascunhado. Está em vias de ser anunciado”. Confirmou, também, a unificação das pastas da Justiça e Segurança Pública em uma única, sob comando do juiz federal Sergio Moro. Disse que, por sugestão do setor produtivo, Agricultura e Meio Ambiente permanecerão separados, ao afirmar que deve nomear o senador Magno Malta para algum cargo no governo, mas não disse para qual.
Bolsonaro informou anda que em sua primeira semana de governo abrirá os sigilos do BNDES: “Da minha parte, vamos abrir todos os sigilos do BNDES, sem exceção. É o dinheiro do povo e nós temos que saber onde está sendo usado”. O BNDES também esteve no alvo das investigações da Polícia Federal, que indiciou os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci, o empresário Joesley Batista, da JBS, e o ex-presidente da instituição Luciano Coutinho por supostas operações ilícitas na instituição financeira (ABr/AE).

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