Reforma da Previdência não tem gordura, mas ‘margem de negociação’

Os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira e o da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa no palacio do planalto.
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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou que a proposta inicial da reforma da Previdência tenha sido formulada com “gordura” e disse que as medidas propostas “estão dentro de uma margem razoável em qualquer projeto de negociação”. “Não é questão de cortar gordura, mas margem de negociação, que possa levar ao cumprimento dos objetivos”, afirmou, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.
Meirelles disse ainda que, “de fato”, existem no Congresso algumas propostas de mudanças bastante fortes que “levariam ao extremo” e fariam com que os efeitos da reforma fossem muito postergados. “Umas das coisas que tomamos cuidado ao analisar, são duas coisas: de um lado o impacto social das medidas e de outro lado impacto fiscal”, comentou.
O ministro afirmou que não será preciso medidas compensatórias já que as mudanças previstas na reforma estão dentro do razoável “Não há necessidade, no momento, de grandes medidas compensatórias”, reforçou.
Questionado sobre a pressão da bancada feminina para que haja uma diferenciação da idade mínima para homens e mulheres, Meirelles disse que “não há, no momento, incorporado na proposta mudança de idade mínima para aposentadoria de mulher e homens”. Apesar disso, ele destacou que nas regras de transição há uma diferenciação.
Pela proposta inicial a regra de transição afetaria mulheres a partir dos 45 anos e homens a partir dos 50. Segundo Meirelles, essa diferença seria mantida por “um longo período”. “Nas discussões que estão sendo feitas para o período de transição, todas as mudanças são passíveis de acontecer”, disse, destacando que o objetivo é chegar a uma idade mínima igual daqui há 20 anos, “de acordo com os padrões internacionais”.
A meta fiscal para 2018 será um déficit primário de R$ 129 bilhões para o governo central, informou Meirelles. A meta foi revisada, de um número anterior de déficit de R$ 79 bilhões. Será o quinto ano em que a União fecha com as contas no vermelho gastando mais do que arrecada. No caso do setor público consolidado, que inclui Estados, municípios e estatais, a meta é de déficit de R$ 131,3 bilhões para o ano que vem. Ambos os valores equivalem a 1,8% do P0B (AE).

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