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Kassab diz que é preciso debelar crise política para atrair capital privado

em Manchete Principal
quarta-feira, 02 de março de 2016

Kassab: “A infraestrutura é o principal instrumento de estabilidade social e econômica e não se investe sem o capital privado”.

Ao encerrar o Fórum Estadão, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse, ontem (2), esperar que a crise que atinge o País, não apenas no campo econômico, mas sobretudo na ética e na política, possa ser debelada rapidamente para que o empresariado privado volte a ter confiança nos investimentos necessários ao crescimento.
A edição de ontem do fórum promovido pelo jornal O Estado de S Paulo teve como tema “Inovação para o Crescimento”. No evento, especialistas avaliaram questões de infraestrutura ligadas a mobilidade, tecnologia de informação, indústria do futuro e urbanização. “A infraestrutura é o principal instrumento de estabilidade social e econômica e não se investe sem o capital privado”, afirmou o ministro.
Segundo Kassab, nos últimos anos o País tem encontrado dificuldade em conquistar a confiança dos investidores. “Isso gerou uma visão de que precisamos criar melhores condições para atrair este capital para o Brasil. Melhorou um pouco na questão aeroportuária, as concessões deslancharam e esse nicho específico pode ser emblemático”, disse. “Estamos no caminho certo”.
Kassab abordou também a questão da matriz energética. Ele falou do pré-sal e disse que o modelo de exploração havia esquecido de levar em conta as dificuldades do investimento público em petróleo. “O projeto de Serra foi correto”, disse. “Espero que na Câmara haja a mesma visão e o projeto não fique esquecido nas gavetas e leve em conta os problemas que a Petrobras enfrenta hoje”.
Não adianta inovar sem uma boa gestão. Este foi o diagnóstico feito pelo sócio da GO Associados e professor da FGV, Gesner Oliveira, no painel de debates. Ele fez uma dura crítica à atual gestão de Dilma Rousseff no comando do País. Sem citar especificamente a petista, ele disse que “a casa está bagunçada”. “Quem vai salvar este País é o setor privado, quem vai salvar a economia é a competência do mercado”, destacou Elbia Gannoum, presidente Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (AE).