Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB este ano para 1,6%

Mercado reduz projeção do crescimento da economia.
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O Banco Central (BC) reduziu a previsão de crescimento da economia este ano. A projeção para a expansão do PIB passou de 2,6% para 1,6%. A previsão está um pouco acima da estimativa do mercado financeiro, que é 1,55%. Segundo o BC, a revisão na estimativa ocorreu devido ao “arrefecimento” da atividade econômica no início do ano, a acomodação dos indicadores de confiança de empresas e consumidores e a perspectiva de impactos da greve dos caminhoneiros no final de maio.
A estimativa para o crescimento da agropecuária subiu para 1,9%, ante estimativa de recuo de 0,3% em março, após crescimento anual de 13% em 2017. “A melhora na projeção se deve a resultado acima do esperado no primeiro trimestre e a sequência de elevações nos prognósticos para a produção agrícola anual”, diz o relatório do BC. Já a projeção para o desempenho da indústria foi revista de 3,1% para 1,6%. Para o setor de comércio e serviços, a estimativa de expansão ficou em 1,3%, ante 2,4% na projeção de março.
A estimativa para o crescimento do consumo das famílias foi revista de 3% na projeção de março, para 2,1%, “compatível com uma recuperação mais lenta da massa salarial, resultado da redução no ritmo de crescimento dos rendimentos e da população ocupada”. A projeção para o crescimento dos investimentos permaneceu estável (4,0% ante 4,1% na projeção de março).
O consumo do governo deverá recuar 0,2%, ante estimativa de crescimento de 0,5% em março, “consistente com expectativa de piora na arrecadação”. As exportações e as importações de bens e serviços devem variar 5,2% e 6,4% em 2018, ante projeções respectivas de 4,9% e 6,8% no Relatório de Inflação de março.
“A ligeira elevação na projeção para as exportações reflete o desempenho melhor do que o esperado no primeiro trimestre e as revisões em prognósticos para safras agrícolas de produtos importantes da pauta de exportação”, diz o BC. O volume de importações foi reduzido por conta da alta do dólar e do crescimento “mais modesto” da indústria e do consumo das famílias (ABr).

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