Sua empresa está preparada para ser global?

Sheyla Patrícia Pereira (*)

As exportações brasileiras cresceram 36% no primeiro semestre. Hoje, o Brasil é a 13ª maior economia global. Surfando nesta onda positiva para o comércio exterior, empresas de todos os portes têm mirado na internacionalização dos negócios. Muito disso se deve ao novo cenário gerado pela pandemia.

As empresas começaram a entender não só a necessidade, mas também as possibilidades mais facilitadas de se tornarem globais. Porém, uma estratégia de internacionalização não acontece da noite para o dia. Ela precisa ser detalhadamente planejada.

É fundamental, por exemplo, entender o produto, o preço aplicado, a legislação do mercado alvo, estudar a concorrência e os clientes antes de expandir para o mundo.
Replicar a receita do mercado nacional ao mercado externo normalmente não é um bom negócio, pois as variáveis para criar uma relação Internacional são muitas.

Não estamos falando simplesmente de exportação ou importação, mas de um ciclo de internacionalização que envolve conectar a compra de insumos ou produto acabado que agregue valor através da importação, a negociação com mercados que tenham acordos comerciais com o Brasil para fazer uso de isenção ou redução de tributação, expandindo as vendas através da exportação, aliando as duas operações aos benefícios tributários e legais locais para gerar maior rentabilidade, melhor competitividade ativando a inteligência de mercados globais ao comércio local.

O primeiro passo quando se pensa em um projeto de internacionalização é montar um estudo de viabilidade, para entender as possibilidades do país de interesse. Só então começamos o planejamento estratégico através de uma metodologia própria desenvolvida com base na experiência de 25 anos criando estratégias internacionais e trazendo resultados expressivos para as empresas brasileiras.

Também é fundamental estar atento às exigências do mercado internacional, como etiquetagem, registro de marca, tecnologia, qualidade de produto, processos burocráticos, licenças, etc. É necessário considerar toda a operação da empresa. Quando uma organização exporta é importante ela estar apta a fazer uso de benefícios fiscais ou projetos especiais através de programas do Governo.

Vivendo esse ciclo, ela ativa rentabilidade, lucratividade, crescimento e competitividade também no mercado nacional. Quando usamos esses dois recursos de internacionalização conseguimos expandir a compra através de modalidades como o Drawback e aumentar competitividade e inovação, tudo com menor custo.
Esses são apenas alguns dos fatores a serem levados em conta em um processo de internacionalização.

Muitas outras variáveis podem influenciar no sucesso da empresa. Mas, com um planejamento profissional e adequado para as necessidades de cada negócio, essa pode ser uma estratégia promissora, com grandes possibilidades de sucesso, aumento da produtividade e inovação.

(*) – É sócia da Father Estratégias Internacionais (www.father.srv.br).

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