Corais da Amazônia revelam rica biodiversidade marinha

Um time de especialistas do Greenpeace junto a cientistas franceses terminou uma expedição na costa da Guiana Francesa para aprofundar os estudos sobre a região, que é de influência dos recifes conhecidos como Corais da Amazônia.

Depois de um mês a bordo do navio Esperanza, eles concluíram que a região tem uma rica biodiversidade marinha e é uma importante rota de migração e área de reprodução de cetáceos.

Foram avistadas diversas espécies de animais marinhos, incluindo golfinhos-cabeça-de-melão e baleias de bryde e baleias-jubarte. Seis profissionais fizeram o primeiro mergulho nas águas dos recifes, a 100 metros de profundidade, sendo os primeiros humanos a realizarem o feito. Em anos anteriores, o Greenpeace havia organizado expedições para registrar os Corais da Amazônia com câmeras submersas e um submarino no Brasil.

Entre os resultados da expedição, estão imagens em alta definição e amostras biológicas que provam a complexidade do sistema recifal, revelado ao mundo em um estudo em abril de 2016. As primeiras análises das amostras já foram feitas diretamente a bordo, no laboratório montado no navio. Foram identificadas numerosas espécies de corais, como os negros. Um inventário mais detalhado agora será feito em laboratório, mas os especialistas já confirmaram que o recife está vivo e que seu ecossistema é único.


A região dos Corais da Amazônia está ameaçada pela perfuração de petróleo devido às reservas submarinas, estimadas em 14 bilhões de barris. Empresas, como a britânica BP, e o governo brasileiro estão interessados em liberar as perfurações na área. Uma análise do Greenpeace Brasil mostrou que queimar todas as reservas de petróleo da área emitiria a mesma quantidade de gás carbônico que desmatar a floresta amazônica por oito anos.

Segundo constatação do cientista francês Serge Planes, diretor de pesquisa do CNRS-Criobe, as imagens e as amostras revelam uma fauna abundante e diversificada. A porção guianense do recife parece misturar a fauna avistada em recifes do Caribe com a vista na porção norte dos Corais da Amazônia, no Brasil. Por isso, eles são tão únicos e originais.

“Além da ameaça que a atividade da BP representaria aos Corais da Amazônia, às comunidades costeiras e à saúde do oceano, vivemos uma emergência climática e precisamos proteger nossas florestas e nossos oceanos para combatê-la”, disse Thiago Almeida, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

Fonte: AI/Greenpeace Brasil.

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