Os limites para o home office saudável

Uranio Bonoldi (*)

O home office já estava sendo implementado pelas empresas de diversos setores, principalmente para funções que claramente não exigiam a presença física do funcionário no local – uma forma de economia de tempo, espaço e dinheiro, tanto para a companhia, quanto para os colaboradores. Agora, com a possibilidade desse modelo de trabalho se tornar definitivo para muitas empresas, o Ministério Público do Trabalho (MPT), propôs a intensificação na fiscalização das novas recomendações para home office.

Entre as recomendações, está o ponto sobre a ética digital, – respeito ao relacionamento com os trabalhadores, preservando intimidade, privacidade e segurança pessoal e familiar. Essa é uma das principais observações para jornadas de trabalho saudáveis: respeitar os limites entre trabalho e vida pessoal é sem dúvida fundamental. Tais recomendações, a princípio, devem garantir que o colaborador tenha sua saúde emocional preservada, trazendo mais produtividade.

Porém, é importante ressaltar que os horários, prazos e entregas precisam ser cumpridos por ambas as partes. O trabalho remoto também está mudando as formas de interação entre empresas e colaboradores. Com as vídeochamadas mais frequentes, o profissional deve se preocupar em estar em um local que represente um espaço de trabalho e em se vestir de maneira apresentável para imprevistos que possam acontecer, como aquela call surpresa do chefe.

A comunicação com a equipe remota precisa ser mais clara e objetiva possível, sendo o ideal que as reuniões sejam agendadas previamente ou já tenham um horário fixo acordado para evitar constrangimentos de ambas as partes. Se tratam de novas formas de relacionamento à distância que devem ser exercitadas para o bom convívio entre colaboradores e líderes.

É importante lembrar que o home office veio para facilitar o processo de trabalho, então, quanto mais benefícios esse método agregar, mais ele será incorporado ao dia a dia das empresas – o que pode contribuir para a redução de custos e despesas da organização pela eficácia que o processo pode proporcionar ao dia a dia de trabalho.
Melhor: economia e eficácia, podem ser revertidas na capacitação do colaborador e no crescimento da própria empresa.

(*) – Atua como executivo e também como professor para turmas de MBA na Fundação Dom Cabral, é palestrante e escritor (www.uraniobonoldi.com.br).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

0 Shares
Share via
Copy link
Powered by Social Snap