O momento certo para migrar para o modelo híbrido de trabalho

Raphael Tavares (*)

Flexibilidade tornou-se o ponto-chave para o mercado de trabalho pós-pandemia. Nesse contexto, o modelo híbrido ganhou destaque — a estratégia de mesclar o escritório com a casa se tornou a saída para muitas empresas que desejam o retorno gradativo dos funcionários à sua sede física, mas sem abandonar de vez o famoso home office. Afinal de contas, do ano passado pra cá, empregados e empregadores puderam entender melhor a eficácia do trabalho remoto.

Além de ter contribuído para conter o avanço do coronavírus, o modelo reduziu gastos e até mostrou sinais de aumento da produtividade e satisfação dos funcionários. Por outro lado, depois de quase dois anos em pandemia, é inegável a falta que o convívio social faz. A tecnologia ajuda, é verdade, mas a perda de interação física, inclusive no ambiente de trabalho, pode pesar. Por esses e outros fatores que o modelo híbrido parece fazer sentido para muitas empresas.

Afinal, mesclar os benefícios do trabalho presencial ao remoto, em uma jornada de trabalho flexível, oferece autonomia aos funcionários. Esse aspecto, por sua vez, tem um grande peso quando falamos em satisfação do colaborador, ponto fundamental para a produtividade e entrega de resultados. Mas como saber se a minha empresa está pronta para adotar o modelo híbrido? Algumas estratégias contribuem para identificar o momento certo para essa transição e fazê-la de maneira eficaz. Confira 5 passos para adotar o modelo híbrido de trabalho:

  1. Ouça seus colaboradores – Equipes de recursos humanos (RH) e departamento pessoal podem realizar pesquisas para avaliar a preferência dos funcionários e como eles se adaptam a cada modelo de trabalho. Questionários via e-mail são uma opção para levantar essas opiniões. Inclua perguntas em tópicos, relacionadas, por exemplo, à produtividade, à satisfação e se os funcionários já se sentem à vontade para o retorno presencial.
  2. Converse com os gestores – Além de avaliar as opiniões individuais, ouvir o que os gestores sentiram em relação às suas equipes nos diferentes modelos de trabalho pode ser de grande ajuda. Como ficaram os resultados? Os colaboradores relataram suas percepções trabalhando de casa? E o engajamento? As trocas continuam eficazes? Esses são alguns pontos que devem ser avaliados.
  3. Organize-se – Defina os melhores dias da semana para a ida ao escritório. Nesse aspecto, muitas empresas têm aderido ao revezamento de funcionários para evitar aglomerações (medida ainda recomendada pelas autoridades de saúde). Todas essas informações precisam estar bem alinhadas antes de dar início ao retorno presencial. Para contribuir com essa tarefa, aplicativos de gestão de espaços e jornadas podem ser bastante úteis.
  4. Deixe as informações claras – Os funcionários devem estar cientes sobre suas escalas e quais os cuidados ao irem presencialmente ao escritório. Lembre-se que medidas como o uso de máscara e o distanciamento continuam sendo úteis. Nesse sentido, disponibilize tudo o que for necessário: espaço, ventilação dos ambientes, itens para higienização das mãos e dos equipamentos de trabalho, avisos. E para evitar desconfortos, também vale estabelecer regras de conduta — que tal continuar substituindo os apertos de mão e abraços por acenos?
  5. Oriente-se com o seu jurídico – Embora mais recorrente, o modelo híbrido de trabalho ainda não é amparado pelas leis trabalhistas. O que pode ser feito para resguardar a relação entre empregador e empregado é um aditivo de contrato home office, ou seja, um documento comprovando o acordo entre as partes para esse novo tipo de jornada, definindo suas regras.

Acione o jurídico da sua empresa para chegar à solução mais adequada.

(*) – É Diretor de Marketing, Vendas e Sucesso do Cliente da startup Escala, HRTech nascida no Laboratório de Inovação do Hospital Israelita Albert Einstein
(https://escala.app/).

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