Liderança feminina: desafios e oportunidades a partir da pandemia

Há pouco tempo, conseguir um cargo de liderança era algo impensável para mulheres, mas felizmente a situação vem mudando devido à sensibilização no âmbito da diversidade, da inclusão e da equidade de gênero. Entretanto, há algumas questões que precisam ser debatidas, tais como a pouca representatividade em cargos de liderança e de gestão, os salários menores do que os dos homens, a sobrecarga por conta da associação com a vida familiar, entre outros.

Segundo Sandra Cristina Domingos, coordenadora do atendimento corporativo do Senac/SP, historicamente as mulheres começaram a assumir postos de trabalho no Brasil somente após terem tido direito a voto e iniciarem sua jornada de trabalho, passando a ser mais protagonistas das próprias vidas, sustentando suas famílias e provocando uma mudança estrutural nas empresas. E a pandemia acabou aumentando as diferenças. Embora a proporção de mulheres mais qualificadas no mercado de trabalho esteja crescendo, as diferenças de renda e a pouca representatividade em cargos gerenciais ainda são problemáticas que se fazem presentes nesse cenário.

“Acredita-se que a pandemia trouxe um retrocesso para a evolução das mulheres no mercado de trabalho. O desemprego foi maior para as mulheres porque elas estão mais presentes nos setores afetados diretamente pelo isolamento social, como o setor de consumo, por exemplo. Também houve o fato de que o confinamento fez aumentar ainda mais sobre as mulheres as tarefas domésticas, principalmente com filhos e familiares, o que impactou diretamente na produtividade”, esclarece Sandra.

“A liderança feminina tem características importantes que trazem inúmeros benefícios a equipes e organizações. Elas tendem a ser menos centralizadoras, delegando e pedindo mais auxílio às equipes, compartilhando problemas e soluções e estimulando o trabalho a partir de uma construção coletiva. Além disso, estão acostumadas a fazer diversas atividades ao mesmo tempo, o que as torna mais flexíveis nas tomadas de decisões”, afirma a coordenadora.

Outra ideia equivocada refere-se ao julgamento de que as mulheres são mais frágeis e não ‘aguentam’ as pressões e os desafios das grandes decisões e dos conflitos inerentes aos altos cargos de gestão. Além disso, deve-se considerar o aspecto de que, pela característica de flexibilidade dessa liderança, muitas vezes as mulheres não são valorizadas como líderes, e há os que tentam desqualificá-las e desautorizá-las. “Assim, profissionais acabam se sentindo confortáveis e estimulados a contribuir e expressar suas ideias contribuindo para que todos estejam alinhados para obterem o sucesso juntos”, explica Sandra.

Os líderes precisam também priorizar a inclusão e a diversidade nas equipes, pois o sentimento de aceitação faz com que os profissionais se engajem mais e se sintam motivados e orgulhosos por suas conquistas. Valorizar o trabalho e o progresso dos profissionais das mulheres, evitando que o sucesso seja entendido como sorte, acaso ou privilégios é uma necessidade urgente. – Fonte e mais informações: (https://corporativo.sp.senac.br/).

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