Filtros para empresas se adaptarem à lei da qualidade do ar

“Neste momento em que a questão ambiental está em evidência, ganha maior relevância o projeto que institui a Política Nacional de Qualidade do Ar”, ressalta Alexandra Rivolta Bernauer, diretora da Bernauer, fabricante de filtros e ventiladores industriais, há 91 anos no mercado. A matéria tramita na Câmara onde já foi aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano.

Quando aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República, a nova lei exigirá um processo de adaptação por parte das empresas de todo o País, salienta Alexandra, explicando: “Isso será necessário, pois será estabelecida uma redução progressiva de emissões de poluentes e o uso de tecnologias em sistemas de monitoramento de ar”.

Os filtros de mangas utilizados pela Bernauer retiram a maior parte do pó e material particulado emitido por qualquer tipo de indústria. No caso das caldeiras, a alternativa mais antiga a um filtro de mangas é um ciclone, que, além de gerar um consumo de energia maior, tem baixa eficiência. Uma caldeira de porte médio, utilizando um ciclone, gerará emissão de quatro mil quilos diários de material particulado da queima.

São quatro toneladas de material sendo jogado na atmosfera, que se espalha por dezenas de quilômetros. Os filtros de mangas chegam a ser 100 vezes mais eficientes do que os ciclones. Com sua utilização, a emissão não passa de 40 quilos diários, considerando-se uma eficiência de filtragem de 20 mg por metro cúbico. Em um ano, a diferença é de quase 1.500 toneladas de material em uma única caldeira.

“A substituição do ciclone, portanto, é medida importante para melhorar a qualidade do ar, alinhar as indústrias aos mais contemporâneos conceitos de sustentabilidade ambiental da produção e atender à legislação atual e ao projeto de lei em tramitação”, pondera a diretora da Bernauer, ao observar que, independentemente da legislação, há um movimento espontâneo no sentido de combater a poluição e melhorar a qualidade do ar.

Para se ter uma ideia, segundo pesquisa da CNI, divulgada recentemente, 55% das empresas de pequeno porte do setor devem investir na implementação de ações sustentáveis nos próximos dois anos. Mas, em contraponto, das 500 firmas ouvidas, 62% não possuem qualquer monitoramento da emissão de gases estufa. Além do cumprimento da legislação e do engajamento das empresas nos compromissos ecológicos, Alexandra lembra que reduzir a carga de poluentes é uma resposta às exigências de ASG (Ambiente, Social e Governança Corporativa).

Tais princípios são cada vez mais determinantes para atração de investimentos, conquista de clientes e empatia com os consumidores. “Portanto, razões não faltam para que o universo corporativo nacional se prepare de modo adequado para atender à nova Política Nacional de Qualidade do Ar”, conclui.
Fonte e outras informações: (www.bernauer.com.br).

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