Empresas precisam se adaptar para não perder espaço no pós-pandêmico

O coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Miceli, dá dicas de como empresas e marcas devem se posicionar após a pandemia, para ganhar força no mercado de consumo. Segundo ele, uma das estratégias que devem ser usadas é a branding together, onde a concorrência é trocada pela colaboração.

“É cada vez mais necessário marcas entenderem momentos de colaboração e de competição. No cenário atual, onde a população não pode fazer os programas sociais que fazia antes, a disputa por atenção nas telas aumenta.”, explica André Miceli. No entanto, sugere que para as marcas e anunciantes transmitam união sem parecer irresponsáveis, elas devem ser preocupar com o distanciamento social.

“Essa ainda é a melhor forma de lidar com a pandemia da Covid-19. Portanto, as representações e imagens têm o dever de encorajar novas formas de conexão. Dessa forma, é possível mostrar responsabilidade e ainda assim ter uma visão positiva no cenário complexo que vivemos”, pondera o especialista em marketing e novos negócios.

Miceli destaca também que as empresas e marcas devem se preocupar com o “momentime marketing”, que são estratégias que devem responder a um contexto. “Nesse caso, a inteligência digital deve trabalhar a seu favor. Desse modo, o público é capturado no melhor momento em que está mais suscetível à vínculos emocionais com a sua marca”, ressalta o professor da FGV.

Miceli diz que as marcas devem pensar cada vez mais na busca de novos caminhos para a entrega de conteúdo com experiências fluídas entre o digital, real e sensorial. Através de estratégias de flexperiences, as marcas devem pensar em como suas lojas físicas e seus ambientes digitais vão funcionar de maneira integrada. Já em relação ao Brand Safety, ressalta que está muito relacionado a política do cancelamento, o comportamento digital em função da cultura do cancelamento, que força empresas a prezar e zelar pela reputação das suas marcas.

“É crucial monitorar o ambiente em que o conteúdo ou publicidade de uma marca aparece. A sociedade está em um momento muito polarizado, portanto, é necessário pensar nesse modelo de segurança para sobreviver em um mundo com visões tão diferentes”, orienta o professor da FGV, ao sugeriri que as marcas construam ações para que o envolvimento digital dos fãs cresça e a Live Commerce pode ser uma das estratégias a serem adotadas nesse sentido.

“Entretenimento e varejo estão cada vez mais unidos, buscando experiências de compra atraentes e personalizadas para consumidores que priorizam o digital e interatividade”, enaltece o especialista. Por fim, o professor da FGV propõe que empresas e marcas apostem em influenciadores como sócios. “A relação entre marcas e influenciadores está evoluindo para não somente divulgadores, mas proprietários de parte da operação e lucro dos produtos que anunciam” (Infobase/FGV).

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