Aprendizagem nas organizações nos tempos de pandemia

Sabe-se que são diversas as consequências da pandemia e um dos segmentos mais impactados é o empresarial. Mudanças a toque de caixa provocaram a criação de novas formas de atuação e, inclusive, os Departamentos de Recursos Humanos intensificaram as iniciativas, expandindo o olhar para além da execução e intensificando a necessidade de fomentar a aprendizagem. Nesse contexto, as atenções voltaram-se para o papel da gestão do conhecimento.

O momento da pandemia acabou, paradoxalmente, trazendo uma perspectiva nova e positiva em relação ao conhecimento, à informação e ao aprendizado. “Estamos cultivando hábitos mais eficientes no trabalho, o que pode ser observado a partir de uso de ferramentas de conferência que permitiram reuniões mais coletivas, além de uma participação efetiva na construção de ideias e de projetos”, afirma Maurício Pedro, gerente do Atendimento Corporativo do Senac-SP.

Nota-se, portanto, uma enorme capacidade humana de adaptação em relação ao meio, incluindo o organizacional. Muitas das ferramentas, se não todas, já estavam disponíveis, mas a pandemia serviu como uma alavanca propulsora do processo de transformação digital. Para o executivo, as pessoas descobriram talentos adormecidos e o isolamento social escancarou a capacidade humana de aprender de forma rápida.

E, neste momento, aumentam as possibilidades para as empresas: áreas de treinamento e desenvolvimento têm oportunidade de planejar ações mais assertivas que tragam resultados eficientes para os colaboradores e para a empresa, pois, as pessoas estão motivadas e dispostas a aprender e a se desenvolver. Afinal, conhecimento é uma necessidade vital e os estímulos acontecem a todo tempo no meio em que estamos.

“Quanto mais novidades, novas tecnologias e novos conhecimentos, mais essa premissa é válida. As empresas não só estão nesse meio, como também precisam sobreviver a ele e nele. Manter os investimentos em capacitação dos colaboradores não é uma opção, é uma obrigação para as instituições que querem estar conectadas à realidade e serem contemporâneas”, acrescenta Maurício Pedro.

A experiência de isolamento social fez as empresas adotarem postura cautelosa com o planejamento financeiro, diminuindo investimentos e cancelando iniciativas, realocando esforços para programas de comunicação, saúde emocional, acolhimento, liderança e uso de tecnologia. “O que está havendo é uma intensificação da convivência de processos de aprendizagem presencial e a distância. É pouco provável que se torne realidade a migração para apenas meios digitais. Somos seres relacionais, demandamos contato com o outro, inclusive porque aprendemos mais e melhor em grupo, com as experiências dos colegas, dos pares, dos superiores” (AI/Senac-SP).

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