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Mulheres e jovens lideram transformação na logística

em Economia
segunda-feira, 29 de junho de 2026

Setor se renova no modelo ultraexpresso

Redação

O mercado de logística no Brasil consolida-se como um dos principais geradores de empregos. Segundo dados do Banco Nacional de Emprego (BNE), no primeiro quadrimestre deste ano o segmento abriu 173 mil postos de trabalho e a projeção do Mapa do Trabalho Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é que o setor demande 8 milhões de profissionais até 2027. O estudo aponta ainda que Logística será a área com maior necessidade de treinamento e desenvolvimento.

Segundo o especialista em logística Marcelo Zeferino, CCO da Prestex, com o avanço da digitalização das cadeias de suprimentos, automação e uso crescente de tecnologias de análise de dados, a tendência é de contratações mais seletivas. “Principalmente no segmento ultraexpresso, que vem deixando de ser apenas operacional e se tornando mais tecnológico, analítico e com a gestão de operações orientada por dados”, destaca.

O dinamismo do setor coincide com as celebrações de junho, como a Copa do Mundo e as festas juninas. Neste mês também se comemora o dia do Profissional de Logística. Para o Chief Commercial Officer , “tudo passa pela logística, desde o abastecimento de itens como camisetas e bandeiras do Brasil, bebidas e alimentos sazonais até o transporte de insumos industriais para evitar paradas em uma linha de produção. “Tudo o que é produzido ou consumido tem um profissional do setor atuando”, conclui.

Urgência

Na logística ultraexpressa, segmento especializado em altíssima urgência, a eficiência operacional depende diretamente da capacidade de resposta das equipes. A supervisora operacional Amanda Abreu Rios, de 39 anos, vivencia esse ritmo frenético do transporte. Há 14 anos na área, ela conheceu a logística ao entrar na Prestex, empresa especializada no ultraexpresso B2B. “É prazeroso ver as coisas acontecerem por conta do nosso trabalho”, enfatiza.

Com aeronaves regulares e até o fretamento de cargueiros como o Boeing 777, que é a maior aeronave bimotora do mundo, Amanda lembra de alguns itens curiosos enviados pelo ultraexpresso: “Já transportamos uma maquete de fliperama de papelão; sacos de farinha para fabricação de pães; amostra de tecidos para uma feira; e até 10 toneladas de peças para uma indústria automobilística. Enfim, é um atendimento totalmente personalizado”.

A supervisora viu de perto as mudanças, em um setor que já foi predominantemente masculino. Mãe da pequena Milena, de 3 anos, ela destaca a cultura de equidade atual: “O principal desafio da mulher costuma ser o reconhecimento, mas sempre deixei claro que meu lugar é onde eu quero estar e estou hoje. Quero que minha filha cresça vendo essa força”, orgulha-se.

À frente de 220 pontos de parcerias por todo o Brasil, a supervisora Janaína Mello, de 38 anos e há 16 no segmento, explica que o maior desafio não é só cobrar resultados dos parceiros, mas construir uma relação baseada em valores compartilhados. “Todo parceiro passa por uma diligência criteriosa conduzida pelo time de Compliance. Além da capacidade operacional, são avaliados critérios como segurança, qualidade e alinhamento aos valores da empresa, garantindo que a parceria seja construída com responsabilidade, confiança e o mesmo padrão de atuação exigido pela companhia”.

Outro exemplo de liderança feminina com olhar estratégico é a sempre simpática Claudia Sá, 42 anos, gerente de Marketing em Logística Ultraexpressa. Mãe de duas meninas, Claudia construiu sua carreira em diferentes segmentos e viveu no exterior por mais de uma década. Ao retornar ao Brasil, escolheu mergulhar na logística. Há quatro anos na área, atua na construção de estratégias de marketing B2B, inteligência de mercado, experiência do cliente, posicionamento de marca e crescimento de negócios.

A logística é um elo fundamental para a continuidade operacional das indústrias, garantindo que insumos, peças e produtos cheguem ao lugar certo”, comenta. Na logística ultraexpressa da Prestex, por exemplo, as mulheres já ocupam 53,8% dos cargos de liderança, além do que são a maioria (51%) no quadro geral de colaboradores, reflexo de uma cultura baseada em flexibilidade e acolhimento à maternidade.

Logística reversa em alta: trocas no início do ano impulsionam o recommerce no Brasil – Jornal Empresas & Negócios