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Emprestar o CPF pode prejudicar o cedente. Existe arrependimento

em Economia
terça-feira, 21 de julho de 2026

Seis em cada 10 brasileiros já fizeram isso

Redação

Sabe aquela situação em que você é levado pela solidariedade e ajuda um amigo, ou, o amigo do amigo, “emprestando” o número do seu CPF para contrair uma dívida? Então, quem já passou por isso sabe bem a dor de cabeça que pode originar. De acordo com o Serasa, mais de 34% que fizeram isso acabaram arrebentando suas finanças.

Emprestar o nome ainda é uma prática comum entre os brasileiros e também um risco relevante para a saúde financeira. Levantamento da Serasa em parceria com a plataforma de pesquisa Opinion Box mostra que seis em cada dez pessoas já cederam o CPF para terceiros. Entre elas, 34% acabaram endividadas após o não pagamento da dívida. Deu ruim de verdade.

A mesma pesquisa revela que o empréstimo de nome raramente acontece de forma impessoal. Na maior parte dos casos, a decisão está diretamente ligada a relações de confiança, especialmente com familiares e amigos. Ainda assim, a experiência deixa marcas: quase três em cada dez brasileiros que já passaram por essa situação afirmam que não fariam o mesmo novamente.

O alerta se torna ainda maior diante do atual cenário econômico. Com milhões de brasileiros enfrentando dificuldades para honrar compromissos financeiros, o risco de inadimplência segue elevado e torna as decisões relacionadas ao crédito ainda mais delicadas. Ou seja, muitas vezes a situação independe do desejo de honrar o compromisso e imprevistos fazem com que se largue “a bomba na mão” de quem cedeu.  

“Quando uma pessoa empresta o CPF para terceiros, ela assume integralmente a responsabilidade pela operação. Mesmo que exista confiança entre as partes, qualquer atraso ou inadimplência recai sobre quem colocou o nome no contrato”, explica Carlos Barbosa, especialista financeiro e diretor de negócios da Cooperemb.

Crédito consciente

Segundo o especialista, antes de colocar uma obrigação financeira em seu nome para beneficiar outra pessoa, é fundamental analisar a capacidade de pagamento da operação, as condições do contrato e os possíveis impactos no próprio orçamento.

“Muitas pessoas enxergam esse gesto apenas como uma ajuda momentânea, mas não consideram que uma eventual inadimplência pode afetar o score de crédito, limitar o acesso a financiamentos e gerar um desequilíbrio importante nas finanças”, alerta, destacando que a Cooperemb (www.cooperemb.com.br) disponibiliza, em sua plataforma, conteúdos sobre uso consciente do crédito, planejamento financeiro e organização do orçamento.