Economia 22/06/2016

Apesar da crise, setor de seguros cresceu 7% em 2015

A despeito da crise, a indústria de seguros segue demonstrando sua força.
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A despeito da crise que o Brasil tem enfrentado, a indústria de seguros segue demonstrando sua força

Estudo que acaba de ser concluído pelo Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo) mostra que o faturamento das seguradoras, em 2015, alcançou o montante de R$ 126,6 bilhões (excluindo VGBL e PGBL, mas considerando o seguro saúde). Esse resultado representa uma variação positiva de quase 7% em relação a 2014. Se incluído o seguro obrigatório DPVAT, o valor sobe para R$ 135,3 bilhões.
“Se é correto dizer que esse aumento ficou levemente abaixo da taxa inflacionária no período, é igualmente justo reconhecer o resultado positivo da atuação conjunta de seguradores e corretores de seguros, que, mesmo diante de um cenário adverso não esmoreceu, demonstrando claramente sua pujança e capacidade de superar dificuldades”, afirma Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP.
A liderança do setor ficou mais uma vez com o grupo Bradesco, que em relação ao ano anterior subiu pouco mais de 1%, passando de 22% para 23,1%. Na sequência aparecem o Banco do Brasil-Mapfre e a SulAmérica, com participações de 12,7% e 12,0%, respectivamente. No ramo Automóvel, o faturamento total (sem o DPVAT) atingiu R$ 33,3 bilhões, com variação de 3% em relação ao ano anterior. A liderança coube ao grupo Porto Seguro, com aproximadamente 27% de participação do segmento. O Banco do Brasil-Mapfre, com 14,9%, e o grupo Bradesco, com 11,8%, ocupam o segundo e terceiro posto, respectivamente.
Duas companhias concentram os ganhos no segmento de Saúde: a Bradesco Seguros (com 51,6% do mercado e faturamento de R$ 16,7 bilhões) e a SulAmérica (com 33,5% de participação e faturamento de R$ 10,8 bilhões). A receita total nessa área em 2015 foi de R$ 32,4 bilhões — 13% a mais que em 2014 (Sincor-SP).

Caldos quentes têm preços mais salgados neste inverno

Com a chegada do inverno, as sopas e caldos ganham espaço nas refeições.
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Com a chegada do inverno e o frio batendo recordes na região metropolitana de São Paulo, os consumidores mudam seus hábitos e as sopas e caldos ganham espaço nas refeições. Porém, as variações climáticas têm influenciado o preço de alguns dos principais ingredientes desses pratos, que aquecem essa estação do ano. É o que aponta estudo da FecomercioSP, elaborado com base nos dados do IPCA, do IBGE.
Quem estiver com vontade de preparar uma sopa de feijão, por exemplo, vai descobrir que seu principal ingrediente está 35,82% mais caro do que há um ano. Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o motivo principal para a elevação do preço está na quebra da safra ocasionada por problemas climáticos no Paraná e São Paulo. Já o arroz e o macarrão, por sua vez, que costumam acompanhar a tradicional canja de galinha, estão, respectivamente, 13,6% e 13,84% mais caros.
O preço da cenoura, ingrediente presente em muitas canjas, sopas e caldos, subiu 20,58% no período. Com relação às carnes, o preço do frango inteiro subiu 11,13%, enquanto o do músculo aumentou 7,4%. Os caldos concentrados, utilizados como tempero pelos cozinheiros mais apressados, estão 13,81% mais caros, em média.
De acordo com a FecomercioSP, quem quiser preparar um caldo verde deve preparar o bolso, visto que o preço médio da batata inglesa e da couve subiram 58,43% e 13,63% em um ano, respectivamente.
O azeite e o alho, que costumam fazer parte de praticamente qualquer receita, como são quase sempre importados, sofreram com a alta do dólar e estão bem mais caros: 34,35% no caso do azeite de oliva e 63,4% no caso do alho. Outro creme muito consumido no inverno, o de palmito, também está mais caro, afinal o alimento teve alta de 12,7%.

Demanda das empresas por crédito aumentou 12%

A procura das empresas por crédito aumentou 12% em maio na comparação com abril, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Na comparação com maio do ano passado, a demanda cresceu 11,1%. No acumulado do ano, porém, houve recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
A alta foi determinada pelas micro e pequenas empresas que tiveram aumento na demanda por crédito de 12,6%. Nas médias empresas, houve alta de 0,4%, enquanto as grandes empresas recuaram 0,2%. No acumulado do ano, a demanda por crédito recuou em empresas de todos os portes: -3,9% nas micro e pequenas; -16,0% nas médias e -12,6% nas grandes.
Em todos os setores econômicos pesquisados, a procura de crédito cresceu em maio na comparação com o mês de abril. Na indústria, o aumento foi de 12,5%; no comércio, de 12,8%; e no setor de serviços, de 11,1% (ABr).

 

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