Demissão por vídeo conferência: o novo normal ou ausência de empatia?

No início deste mês fomos chacoalhados com uma notícia que logo viralizou, de tão estarrecedora: um CEO nos EUA demitiu, de uma só vez, 900 funcionários, em uma conferência via Zoom. A reunião começou com uma fala mais ou menos assim “Se você está nesta reunião, é porque está sendo demitido” O processo todo levou cerca de três minutos. Até agora, mais de 20 dias depois, o assunto continua em debate nas rodas de conversa de happy hour, nos círculos de profissionais de recursos humanos, nos grupos de advogados e legisladores da área trabalhista e muitos outros, como eu e você, assustados e temerosos que possamos passar por uma experiência como essa no futuro, quem sabe hoje mesmo ou daqui a alguns dias, afinal esta época do ano é particularmente propícia para demissões e reestruturações corporativas.

A empresa, na qual esse episódio aconteceu, chama-se Better.com e é uma promissora startup, que tem recebido substanciais e constantes aportes de capital de investidores, como o Softbank, tendo alcançado valor de mercado de quase 7 bilhões de dólares e que neste mês recebeu 750 mil dólares em investimentos. A empresa foi fundada em 2015 pelo CEO que protagonizou a demissão virtual, mas tristemente real para 900 famílias americanas, e atua no ramo de tecnologia aplicada às hipotecas, facilitando os processos de compra e venda de imóveis.

O contingente de funcionários demitidos respondia pela parcela de 15 por cento do total de colaboradores, incluindo o time de diversidade, equidade e inclusão. As razões apontadas falavam sobre eficiência, desempenho e produtividade, mas entre os demitidos estavam pessoas que haviam sido promovidas recentemente. Logo após a demissão, o CEO se reuniu com os demais colaboradores e informou a situação. Contudo, o clima continua tenso na empresa, pois esses funcionários foram avisados há alguns dias que o CEO recebeu do conselho um comunicado de afastamento, “com efeito imediato”, a mesma expressão que ele havia utilizado na reunião de demissão em massa.

Ao que parece, o conselho, os investidores e o mercado não se contentaram com os pedidos de desculpas, emitidos pelo CEO após o episódio. Essa demissão, de forma virtual e impessoal, soma-se aos rumores de situações anteriores de assédio moral. Para reverter esse clima pesado, o conselho contratou uma empresa para cuidar de aspectos da cultura e da liderança na empresa.

Que lições podemos tirar desse triste episódio? A primeira e mais importante é que não importa se a legislação do país permite a demissão por canais virtuais, isso não deve ser feito, exceto, é claro, se houver impedimentos de contato presencial, como aconteceu em alguns períodos da pandemia causada pelo novo coronavírus.

Não é porque, nesse novo normal, nos acostumamos com relações mais distantes e por meio de telinhas, que devemos esquecer que do outro lado são pessoas, pais, mães, filhos e representantes de famílias que dependem dessas relações de trabalho. Então, a lição é que precisamos estar muito atentos às relações que mantemos no formato de home office.

Não há dúvida que conviver presencialmente traz uma quantidade de informações muito maior e permite uma relação muito mais completa. Por trás das telinhas, a gente nem se veste direito, coloca uma camisa, muda o cenário e tá pronto pra trabalhar. Às vezes, nem liga a câmera e diz que está com problema na internet. Não tem mais cafezinho, almoço, pré e pós reunião. Aos poucos as relações vão ficando mais frias e superficiais. Mas nada justifica uma demissão em massa, impessoal e distante, como essa. Se o virtual era incontornável, que se reservasse um dia, dois ou dez, o que fosse necessário, mas que cada pessoa tivesse sua reunião particular, seu feedback, que fossem ouvidas. Todos merecem atenção e respeito!

Com graduação em Engenharia, pós-graduações em Marketing e Computação Aplicada à Educação, Mestrado em Educação Matemática e Doutorado em andamento na mesma área, Luis Pacheco tem experiência no mercado financeiro e em empresas digitais, atua como professor no ensino superior, como mentor de startups, como pesquisador e é autor de conteúdo especializado.

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A Full Sail University leva Jacaré Verde e Jacaré de Ouro em noite de cerimônia do Prêmio Caio® 2021

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O Oscar do setor de eventos aconteceu na última terça-feira, 14, no Centro de Convenções do Expo Center Norte. A universidade americana recebeu dois prêmios, o Jacaré Verde na categoria Sustentabilidade e o Jacaré de Ouro na categoria Evento de Relacionamento com Clientes.

Brasil, dezembro de 2021: A “Noite do Jacaré” premiou os melhores cases e serviços para eventos, destinos e empreendimentos, além do Grand Prix entre as Personalidades do Ano e o Prêmio Caio Sustentabilidade.

Das 90 empresas que se inscreveram para a edição desse ano, 53 se classificaram. A Full Sail University foi uma delas. A universidade americana entrou para os finalistas e levou para casa o Jacaré Verde por representar a responsabilidade ambiental e social no case Teacher Professional Development, que visa o treinamento para professores completamente gratuito e integrado com as necessidades do novo mercado da educação.

O Jacaré de Ouro foi para a Maratona da Criatividade, um desafio global que nasceu da vontade de ajudar o mundo com sustentabilidade e contou com a colaboração de diversos profissionais voluntários em sua idealização e organização, entre eles Lucas Medeiros, Francisco Mendes, Aron Belinky e Carol Olival, diretora da Full Sail University no Brasil.

Para executar a ação, a universidade incentivou alunos brasileiros a produzirem curtas-metragens de três minutos, com dicas para solucionar os problemas listados na Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que vão desde acabar com a fome e a pobreza do mundo, promover saúde, bem-estar, energia, saneamento a todos, até o uso sustentável dos ecossistemas. 

Em entrevista durante o evento, um dos organizadores da Maratona de Criatividade das edições de 2018 e 2019, Lucas Medeiros, que recebeu o troféu em nome da Full Sail University, vibrou com a conquista da universidade. “Esse prêmio coroa um trabalho muito árduo, principalmente pela categoria Sustentabilidade. Esse comprometimento com o meio-ambiente é algo que todos os nossos projetos contemplam”, comenta com o troféu na mão, ressaltando que o prêmio simboliza esse novo trabalho desenvolvido no Brasil e no mundo.

Francisco Mendes, que também atuou como um dos organizadores das edições de 2018 e 2019, compartilhou a alegria ao receber o prêmio focado no desenvolvimento da profissão e da valorização da educação. “…isso é uma coisa que realmente faz a diferença no mundo que nós temos hoje. Então é uma felicidade enorme receber esse prêmio.” Finaliza.

O evento foi realizado no formato híbrido, com 500 convidados presenciais e contou com a transmissão ao vivo através do Portal Eventos TV em seu canal no Youtube.

Para entregar o Jacaré Verde e o Jacaré de Ouro para a Full Sail University, a comissão organizadora do Prêmio Caio realizou pesquisas de opinião entre finalistas, patrocinadores e jurados durante os meses de outubro e novembro. 

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