TCU visa equilibrar interesse público e momento do País

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, afirmou que a Corte tem buscado equilibrar o interesse público e o momento de dificuldade vivido pelo País na hora de avaliar os processos de renovação de concessões de infraestrutura.

“Se não podemos permitir que o dinheiro público seja tratado de maneira subalterna, também não podemos fechar os olhos para a realidade”, disse Dantas.
Em palestra durante o seminário “20 Anos da Lei de Concessão”, promovido pela FGV no Rio, o ministro do TCU afirmou que a Corte não pode ser uma “ilha absolutamente isolada da realidade” e deve levar em conta a conjuntura econômica na hora de avaliar essas questões. Como exemplo, Dantas citou o caso das prorrogações de concessões de distribuidoras de energia elétrica.
“A Aneel queria prorrogar concessão de algumas distribuidoras estaduais, e nossa área técnica bateu o pé dizendo que teria de ser feita nova concessão Mas nesse momento pode se dar ao luxo de abrir mão de quem está em operação e fazer nova concessão? Não temos fontes de financiamento, não temos credibilidade. E se o leilão dá vazio? Por isso, o TCU decidiu autorizar prorrogação de contratos do setor elétrico”, explicou. Segundo o ministro da Corte, outros casos de setores como portos e ferrovias devem ter o mesmo encaminhamento (AE).

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