Situação da saúde para a Rio 2016 é preocupante

A 75 dias do início da Olimpíada Rio 2016, a situação da saúde na capital fluminense é preocupante, alertou o Conselho Regional de Medicina (Cremerj).

O presidente da entidade, Pablo Vázquez, disse que a chegada dos mais de 800 mil turistas esperados para o evento pode prejudicar o atendimento à população como um todo. “É necessário que o governo federal, o estadual e o municipal façam investimentos extraordinários no planejamento estratégico da Olimpíada se quisermos ter uma assistência médica de qualidade”, disse o presidente do Cremerj na sede do conselho, em Botafogo.
Segundo Vázquez, um dos riscos é o desabastecimento dos bancos de sangue da cidade. “É importante entenderm que, se o estoque de sangue no Rio de Janeiro não ficar em nível adequado, por conta de greve do setor administrativo, que outros estados forneçam, que fiquem de prontidão, que o governo federal venha para cá, as Forças Armadas, para garantir esse atendimento”, apontou.
De acordo com o vice-presidente da entidade, Nelson Nahon, faltam quase 200 leitos de Centros de Tratamento Intensivos no Rio de Janeiro. “Teríamos condições de ter, na Santa Casa, 400 leitos de retaguarda para clínica médica que não estão funcionando. Tivemos o fechamento do Hospital Juscelino Kubitschek, em Nilópolis, com quatro andares, maternidade e pronto socorro e emergência”, citou Nahon. “Temos o fechamento do Hospital Salles Netto, no Rio Comprido, e do Hospital Leonel Brizola em Mesquita. O principal hospital de referência para os Jogos é o Lourenço Jorge, mas não há um polo de neurocirurgia”, criticou.
No último dia 17, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que as condições de atendimento em saúde para a Rio 2016 estão garantidas e que turistas e atletas podem vir ao Brasil tranquilos (ABr).

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