Síndrome de Burnout: como evitar essa doença ocupacional

No dia 1º de janeiro, a Síndrome do Burnout passou a ser oficialmente reconhecida como doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E por quê é tão importante começarmos o ano falando sobre esse assunto? Estamos no mês da campanha Janeiro Branco, que objetiva alertar para a importância de começarmos um novo ciclo de forma mais saudável e tranquila, priorizando a nossa saúde emocional e bem estar.

Mais do que nunca, é necessário trabalhar alguns pilares de nossos comportamentos e relacionamentos com outras pessoas. Com isso conseguimos: Bem-estar, equilíbrio nas adversidades, gerenciamento das emoções.
Além da campanha, diversas pesquisas mostram o impacto da pandemia na vida de diversos profissionais, uma delas da Fundação Oswaldo Cruz, mostrou que durante o período de isolamento social, quase 50% dos colaboradores foram afetados pela ansiedade e depressão.

Além disso, de acordo com pesquisa da Secretaria Especial da Previdência e do Trabalho, os últimos 2 anos foram campeões de afastamento por questões de transtornos mentais e comportamentais. A Psicologa Shana Wajntraub (*) explica algumas práticas para evitar o Burnout:

. Entre as práticas mais relevantes para a saúde mental na neurociência, saber descansar a mente e se afastar de estímulos associados ao trabalho nos fins de semana e feriados é fundamental. “Em 2021, percebi o quanto as pessoas ficaram sobrecarregadas e com estresse alto, que levou a sintomas como falta de atenção e até de memória”, comenta Shana.

. Buscar atividades que tragam prazer, como: atividades físicas leves e moderadas, práticas de relaxamento como massagem (ou auto-massagem e alongamento) e meditação; práticas espirituais, caso seja praticamente de alguma religião;
Escutar músicas que aprecia; contato com a natureza, como ir a praia ou ao campo;
práticas alimentares, evitando café em excesso e consumo de comidas processadas.

. Escolher uma dieta com alimentos leves (oleaginosas, chás, verduras, frutas e peixes) ou até mesmo práticas de jejum, caso conheça esta prática.
O quarto é manter vínculos sociais satisfatórios e recompensadores, como encontrar bons amigos, familiares, namorar. Um estudo clássico de Harvard mostrou que a solidão é um forte preditor de problemas de saúde e, inclusive, morte precoce.

. Mais importantes: sono regular – Todos esses estímulos estão associados a regulação de aspectos neurofisiológicos do organismo, como regulação intestinal, liberação de endorfinas e endocanabinóides e regulação de sistema dopaminérgico e serotoninérgico. É importante considerar que nem sempre é possível aderir a todas essas práticas, mas quanto mais conseguir ajustar tais aspectos, mais eficiente será sua recuperação ou prevenção ao Burnout.

(*) – Psicóloga com MBA em Gestão de Pessoas pela UFF, pós em neurociências pelo Mackenzie e mestranda em comunicação e análise de comportamento pela Manchester Metropolitan University, é CEO e Fundadora da Eleve Consulting.

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