Políticas não mudam, qualquer que seja o resultado

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou ontem (22) que vai continuar com as políticas adotadas desde seu primeiro mandato, em 2006, mesmo se for derrotado no referendo de domingo (21),

no qual 6,5 milhões de eleitores bolivianos foram às urnas para votar uma mudança constitucional que permitiria a Morales disputar o quarto mandato presidencial consecutivo em 2019.
Pesquisas de boca de urna de duas consultorias privadas dão vitória à oposição, mas Evo Morales pediu aos bolivianos que esperassem “serenamente” os resultados oficiais. Segundo o presidente, quando forem computadas as urnas no interior da Bolívia e no exterior – onde o governo tem apoio – o panorama pode mudar.
Se a reforma for aprovada, e Morales, novamente reeleito, poderá continuar no poder até 2025. Primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales diz que este é o tempo necessário para concluir a “revolução”. Este ano, a Bolívia, a exemplo dos países vizinhos, deve sofrer o impacto da queda nos preços das commodities. Ainda assim, as previsões do FMI são de que o pequeno pais cresça 3,5%.
Mal terminou a votação, a oposição comemorou o que considera a primeira derrota de Morales em dez anos de governo. Morales afirmou que, seja qual for o resultado, será respeitado, e as mudanças que empreendeu continuarão. “Não somos apenas um governo. Somos uma revolução pacífica, democrática e cultural”, disse o presidente. “A vida continua, e nossa luta para [melhorar o país] continuará” (ABr).

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