‘Paz é como uma flor frágil’, diz Papa em Moçambique

O líder da Igreja Católica se reuniu com autoridades moçambicanas na capital Maputo e expressou seu “apreço” pelas ações tomadas “para fazer com que a paz volte a ser a regra, e a reconciliação, o melhor caminho para enfrentar as dificuldades e desafios”.
A Guerra Civil Moçambicana durou de 1977 a 1992 e opôs os guerrilheiros da Renamo ao governo socialista da Frelimo, força política que governa o país desde sua independência, proclamada em 1975. O conflito foi suspenso com um tratado de paz assinado em Roma, em 1992, com mediação da Igreja, mas as hostilidades voltaram em 2013 e só foram encerradas no último mês de agosto, com um acordo firmado pelo presidente Filipe Nyusi e pelo líder da Renamo, Ossufo Momade.
Segundo o Papa, o pacto pode ser uma “pedra fundamental” e “decisiva” para a paz em Moçambique. “Vocês conhecem o sofrimento, o luto e a aflição, mas não quiseram que o critério regulador das relações humanas fosse a vingança ou a repressão, nem que o ódio e a violência tivessem a última palavra”, disse.
De acordo com Francisco, os moçambicanos mostraram que a busca pela paz duradoura “exige um trabalho duro, constante e sem pausa”. “A paz é como uma flor frágil que tenta brotar entre as pedras da violência, então exige que se continue a afirmá-la com determinação, mas sem fanatismo; com coragem, mas sem exaltação; com tenacidade, mas de maneira inteligente”, acrescentou (ABr).

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