Para maioria, governos e empresas não combatem fake news

Como a desinformação contamina a sociedade e quais são os caminhos que as pessoas estão buscando para combater as notícias falsas?

Com esta questão, uma pesquisa realizada pela consultoria Oliver Wyman no Brasil e em outros nove países (Estados Unidos, México, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido, Austrália e China), totalizando 125 mil entrevistados, revela que, para 65%, governos e empresas não empregam os esforços necessários para impedir a disseminação de notícias falsas.

O estudo chamado ‘The New People Shaping Our Future’, que ouviu pessoas de 18 a 65 anos, também mostra que para 18% o novo coronavírus, cuja pandemia já dizimou 25,6 milhões de pessoas no mundo em cerca de dois anos, é uma farsa. A maioria também acredita em narrativas falsas sobre a vacina e a respeito da atuação dos governos durante a pandemia.

. O que as pessoas pensam sobre desinformação e notícias falsas? – Para mais de 80%, no Brasil e no mundo, a desinformação é um problema; mais de 60% estão pessoalmente preocupados em cair nas fake news.

. Em quais fontes de informação as pessoas mais confiam? – Ao avaliar a amostra pesquisada, o estudo indica que as pessoas acreditam mais na imprensa do que em governos. A nível global, 53% usam a grande imprensa e 50% a mídia local para se informar. Em relação aos governos, menos pessoas (36%) consideram que eles são fontes confiáveis para se informar.

. Como as pessoas identificam as notícias falsas? – Entre os 125 mil entrevistados nos 10 países, 66% afirmaram que podem identificar notícias falsas rapidamente e 52% têm técnicas que usam para identificá-las. Em relação aos 932 brasileiros participantes do estudo, 74% disseram que as identificam rapidamente, 66% têm técnicas para identificá-las e 23% foram ensinados a diferenciar quando uma notícia é falsa.

. Em quais fake news sobre a Covid-19 as pessoas acreditam? – Logo após o início da pandemia, o mundo assistiou a uma avalanche de fake news sobre o novo coronavírus. Nesse contexto, mapeou quais são as principais notícias falsas propagadas desde então e o que os entrevistados pensam sobre elas.

Os chineses são os que mais acreditam que o vírus foi criado e espalhado de propósito: 57% dizem que isso é verdade. Nos demais países o índice fica abaixo de 40%. No Brasil, 37% acreditam nessa suposta conspiração.

. As pessoas acreditam menos em governos; confiam mais nas empresas – Segundo a pesquisa, as pessoas confiam cada vez menos nos governos. Numa escala de 1 a 5, onde 1 é menos confiável e 5 é mais confiável, na média geral a nota para os governos foi 2.8.

No Brasil, o indicador ficou abaixo da média (2.3). O brasileiro é o que menos confia em seu governo, dentre toda a amostra pesquisada. O índice fica mais próximo de 5 quando analisa a percepção deles em relação aos seus empregadores. Na média geral, a nota foi 3.4. No Brasil, a nota seguiu a tendência de maior aprovação para as empresas (3.3).

Apesar das pessoas confiarem mais nas empresas do que em governos, elas exigem um maior engajamento das companhias contra a desinformação. A maioria (65%) dos entrevistados nos 10 países acreditam que as companhias ainda não estão fazendo o suficiente para combater as fake news. Mais da metade (56%) dos brasileiros têm a mesma opinião sobre a atuação das empresas contra a desinformação.

“Há um grande desafio para combater notícias falsas, e nesse sentido é fundamental que as empresas em geral — não apenas as de mídia/informação — se posicionem a favor da verdade e contra a desinformação”, diz Marina Gontijo, a diretora de serviços financeiros da Oliver Wyman. – Fonte e outras informações: (https://www.oliverwyman.com/index.html).

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