Oito tendências do setor de alimentação identificadas em Nova York

Saudabilidade, sustentabilidade e ética são macrotendências do setor de alimentação fora do lar há um tempo. Mas as grandes novidades do setor e os desdobramentos dessas macrotendências foram identificadas durante a Missão Empresarial do Sebrae-SP na ‘Summer Fancy Food Show’, uma das principais feiras de alimentação do mundo, realizada em Nova York, de 12 a 14 de junho.

“Com a pandemia, os consumidores passaram a ter novos desejos, que foram captados pela indústria da transformação de alimentos e bebidas e traduzidas em muitas inovações na feira”, relata Karyna Muniz, consultora do Sebrae-SP. Confira as novidades apontadas pelo Sebrae-SP na Summer Fancy Food:

. Vegetal saudável disponível em snack – Nas edições anteriores da feira, os vegetais eram “fakes”, apresentados como um salgadinho que parecia vegetal, como o brócolis. Agora, por meio de uma nova tecnologia de fritura a vácuo em baixas temperaturas, uma empresa apresentou alho, edamame e cogumelo (fungo) como snacks. A tecnologia possibilitou uma cocção com menos óleo, deixa o alimento crocante e atrativo para o consumo.

. Sementes – Elas ganharam espaço e foram traduzidas em novos produtos e novas alternativas de proteínas para alimentar uma sociedade que busca consumir cada vez mais vegetais. A semente de girassol foi apresentada como snack, como leite e no mix de farinhas para preparação na panificação e confeitaria. Outros destaques foram os gelatos de gergelim com tahine e de semente de abóbora.

. Produtos transformados – Partes não convencionais, que não eram vistas no varejo, foram transformadas e ganharam apelo, como a pele de frango. Uma empresa apresentou o torresmo de pele de frango embalado para ser consumido como um snack.

. Aproveitamento integral de alimentos – Os salgadinhos “feios”, feitos de vegetais que não têm o apelo visual para o varejo também tiveram destaque. São batatinhas saborizadas em pacotinhos, que estão nutricionalmente boas para serem transformadas e se enquadram dentro dos conceitos de sustentabilidade e redução de descarte de alimentos.

. Desdobramento de várias certificações e selos – Produtos estampam uma série de certificações na embalagem, além do free from (livre de…). Um dos destaques é o selo para alimentos enquadrados na dieta cetogênica ou Keto, caracterizada por baixo teor de carboidratos, elevado teor de gorduras e moderado de proteínas.

. Certificação de negócios femininos – Destaque para a disseminação de produtos de empresas lideradas e operadas por mulheres. “É uma certificação muito importante, e traz um olhar de que a mulher, sobretudo no contexto da pandemia, também precisou empreender, aumentar sua renda e sustentar a família. É uma boa prática que deve ser provocada no Brasil para a valorização dos negócios criados pelas mulheres”, destaca Karyna.

. Produtos ‘botanical’, como as flores e mel – Na ‘Summer Fancy Food Show’, uma das novidades foi o mel liofilizado, usado no bled de farinhas para panificação e confeitaria. E no caso das flores, elas foram além dos chás, aparecendo em xaropes, temperos, com grande potencial de diversificação da sua utilização.

. Embalagens – Com o desabastecimento de garrafas de vidro, as empresas já estavam buscando alternativas. A bag in box é um tipo de embalagem amplamente usada no food service, mas ela não está só nos bastidores.

“Conhecemos a bag in box com embalagens feias, pouco atrativas. Na feira, encontramos essa revisitação da bag in box, com embalagens lindas, com design e história”, destaca Karyna. Exemplos: embalagem de vinho que pode ser usada até como objeto de decoração com o uso de flores e um azeite de oliva oferecido na bag in box e caixas com gravuras. Fonte: (AI/-Sebrae-SP)

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