Na Suécia, Dilma diz não acreditar em ruptura institucional

A presidenta Dilma Rousseff disse ontem (19), na Suécia, que não acredita em um “processo de ruptura institucional” no Brasil, ao ser perguntada sobre um possível processo de impeachment contra ela e as consequências da instabilidade política do país para a compra dos aviões militares suecos pela FAB.

“Quanto às questões políticas, te asseguro que o Brasil está em busca de estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional. Somos uma democracia e temos tanto um Legislativo como também um Judiciário e um Executivo independentes e que funcionam com autonomia, mas também com harmonia. Não acreditamos que haja nenhum risco de crise mais acentuado”, respondeu a presidenta em declaração à imprensa ao lado do primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven.
Segundo a presidenta, o Brasil não tem “bolhas de crédito” nem “problemas monetários” que levem o país a um aprofundamento das dificuldades. “Acredito que a crise do Brasil é uma crise conjuntural e está sendo enfrentada”.
Ao responder a uma pergunta sobre a situação da Síria, Dilma criticou a intervenção militar russa na região e defendeu uma saída diplomática para o conflito, mas sem nenhuma hipótese de diálogo com o Estado Islâmico (EI) e outros grupos terroristas (ABr).

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