Como um sistema de gestão empresarial pode ajudar no pós-pandemia

Marco Salvo (*)

Durante os últimos quase dois anos, tendências que vinham se desenhando no final da década passada, e que os estudiosos esperavam que amadurecessem ao longo de dez anos tornaram-se vertiginosas e cristalizaram-se em velocidade inimaginável. Em um primeiro momento, todas as empresas (do microempreendedor até as multinacionais gigantescas) lutaram para se adaptar e sobreviver.

Hoje, grande parte dos negócios no Brasil vislumbram a possibilidade de uma gradual retomada econômica e social. Você já pensou como um sistema empresarial pode ajudar as companhias nessa nova jornada? Listei aqui cinco dicas que acredito que sejam fundamentais neste processo:

1) – Mobilidade e conectividade são essenciais – Durante a pandemia vimos muitas empresas sofrerem percalços imensos para adaptar-se ao isolamento social porque seus ERP’s não estavam adaptados para a operação na internet, ou eles dependiam de instalação de softwares de conectividade complicados, que eram lentos e/ou instáveis.

Os sistemas de gestão do século XXI têm de oferecer uma usabilidade simples e intuitiva na internet e as principais funções de mobilidade, têm de estar disponíveis em aplicativos móveis. Isso possibilita uma estratégia adequada de trabalho híbrido entre home-office e presencial na empresa, além de possibilitar que negócios e processos sejam efetivados quando as pessoas estão se deslocando.

2) – Integração total com e-commerce e omnichannel – Foi possível perceber também que as empresas que possuem estratégias modernas de venda por e-commerce possuem uma vantagem competitiva importante em relação às demais. Alguns ERP’s, porém, ainda conectam-se de maneira precária com o e-commerce e oferecem opções limitadas de operação multicanal.

Por isso, é importante que o software esteja integrado de tal forma ao e-commerce que a operação seja fluida e instantânea, de forma que seja indiferente para os usuários se o processo vem de uma venda pela internet ou de uma venda no espaço físico – lembrem-se é necessário pensar em primeiro lugar na experiência do cliente.

Da mesma forma, a operação multicanal tem de ser intuitiva: o processo tem de ser instantâneo tanto para o cliente que comprou no e-commerce quanto para quem está no ambiente da empresa.

3) – Flexibilidade para inovações e novos processos – O ERP tem de ser flexível para incorporar novas modalidades de negócios e mudanças nos processos. Alguns ERP’s possuem tecnologias antigas que dependem de customizações e novos versionamentos para incorporar funcionalidades novas ou para aperfeiçoamento de processos. Se você tem um ERP assim, é importante rever sua estratégia.

Além de caro e demorado, implica em um grande gasto de energia em adaptação, teste e gerenciamento de projeto. Um ERP que ajuda as empresas têm de oferecer liberdade para os usuários evoluírem seus negócios. Os mais modernos são baseados em fluxos de negócios e permitem que os usuários definam novas regras e novos processos, uma flexibilidade fundamental para os novos tempos.

4) – BI para todos, o tempo todo – Antes da pandemia era comum que as informações de inteligência de negócios estivessem disponíveis em relatórios estáticos, muitas vezes com informações compiladas depois do encerramento do mês. Nessa realidade, as pessoas tomavam conhecimento da evolução do negócio analisando os dados do mês passado.

Em alguns casos, alguns poucos indicadores (como os dados de vendas) eram atualizados diariamente, trazendo informações do dia anterior. Esse cenário precisa ficar para trás. Um ERP do século XXI tem de proporcionar um BI integrado, que atualize os dados instantaneamente e os apresente em tempo real para os usuários, de maneira móvel, intuitiva e gráfica.

De preferência, o ERP deve emitir alertas sobre a evolução dos dados de maneira ativa, para conduzir os usuários à execução de suas atividades em conformidade com a estratégia da empresa.

5) – Relacionamento é fundamental – Seu ERP é um software. Mas você se relaciona com os seres humanos que o construíram e o mantêm. O nível do seu relacionamento com a empresa de software tem que ser elevado, você precisa ter canais de atendimento abertos e confiáveis, que resolvam o seu problema no momento em que sua necessidade é exposta. É importante ter um parceiro de tecnologia que o ajude a evoluir.

(*) – Com mais de 30 anos de experiência em ERP, atua na área de desenvolvimento de novos negócios e soluções na Sankhya Gestão de Negócios (https://www.sankhya.com.br/).

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