Carreira e Negócios: cinco tendências que apontam mudanças para 2021

O ano de 2020 ficou marcado pela rápida transformação digital de diversos campos da sociedade e pelas mudanças de comportamento dos consumidores ao redor do mundo, ocasionadas pelo longo período de distanciamento social.

A busca incessante por informações em tempo real e maior exigência sobre a procedência das fontes, a preocupação com o fornecimento de dados pessoais e até mesmo as formas de uso destas tecnologias entram no radar para a criação de novas oportunidades de negócio.

Com base nesse cenário, Melby Huertas, professora do departamento de Administração da FEI, explica que “além das novas tecnologias, a necessidade e o comportamento das pessoas também ajudam a criar tendências transformadoras”.

Com essas ressalvas, a especialista também aponta cinco tendências que prometem mudar o mercado como conhecemos hoje:

  1. – Bioeconomia – Se refere a um ambiente econômico voltado para o uso adequado dos recursos naturais e de tecnologias limpas que levam ao aumento de produtividade e competitividade. A tendência é termos no futuro uma bioeconomia com implicações para empresas e consumidores. De um lado, os consumidores se engajam em novas formas de consumo de bens e serviços orientados pela economia compartilhada; em que o usuário paga pelo uso de um bem, sem a necessidade de ter a posse de um carro, por exemplo.

Do lado das empresas, a bioeconomia consiste em alinhar os processos industriais com os ciclos da natureza, aumentando a eficiência e eliminado o desperdício, como é na natureza. “Não percebemos, mas a bioeconomia já faz parte de nossas vidas. Sacolinhas biodegradáveis e até móveis fabricados com os resíduos da produção de café são alguns exemplos do que a bioeconomia pode viabilizar”, afirma.

  1. – Biossegurança – Pessoas, empresas e governos estão cada vez mais atentos a novas formas de evitar contaminações por vírus e bactérias. Isso leva à necessidade de profissionais especializados, que analisam riscos de contaminação e sugerem práticas que diminuam as chances de contágio.

As empresas que, por meio dos princípios de biossegurança, conseguirem diminuir o risco percebido pelos consumidores, terão vantagem competitiva. “O mesmo acontece com um pequeno salão de beleza ou com uma grande concessionária de carros que, oferecendo um ambiente mais seguro, atrairão novos clientes”, diz Melby.

  1. – Maior preocupação das pessoas com a privacidade – Realizamos cada vez mais tarefas pela internet, o que fez com que a preocupação com segurança virtual aumentasse no Brasil. Essa tendência traz implicações para as empresas que atuam no ambiente online e já precisam se adequar à LGPD. “Isso faz com que se aumente a busca por profissionais especializados em softwares de segurança de dados ou que ajudem às empresas a se adequarem à nova lei, por exemplo”, explica a professora.
  2. Maior consciência dos esforços de persuasão nas redes sociais – As pessoas devem passar a ter maior consciência dos interesses por trás da informação que leem, fazendo com que o consumidor fique mais exigente e cético com relação a notícias, propagandas e recomendações de influenciadores. “Neste sentido, estratégias como marketing de conteúdo tendem a ser mais valorizadas, pois os produtos a serem vendidos deverão apresentar valores agregados reais e que tragam benefícios aos consumidores”, comenta.
  3. Serviços de localização – Estes serviços têm muito potencial para ajudar os usuários em momentos atípicos como a atual pandemia, podendo, por exemplo, indicar locais com aglomeração de pessoas. “Com a chegada do 5G, os aplicativos de localização devem ganhar muitas outras utilidades e se tornarão indispensáveis”, afirma a especialista. Fonte e mais informações: (https://portal.fei.edu.br/).

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