O Facilitador e a Facilitação

Eduardo Cheffe – Bambual – O Eduardo fixou-se numa profissão bastante espinhosa, escorregadia, bastante sinuosa. Suas múltiplas habilidades, para uma gestão de grupo eficaz, sempre serão solicitadas e testadas. Uma tarefa hercúlea que o Cheffe, com muita “poeira de estrada”, sabe como poucos, permear, deslindar-se. Numa época em que nos livramos de algumas dificuldades com as facilidades geradas por I A, a comunicação intra corpore reveste-se de fundamental importância. Dai a necessidade da intervenção, sempre neutra, de um profissional para facilitar a interação de um grupo numa organização, qualquer seja seu tamanho. Um grupo coeso, focado num devido propósito, seguramente alcançará êxito e, naturalmente, a corporação obterá seus frutos. Simples assim! Uma obra que deverá ser lida por funcionários bem intencionados, administradores competentes, cientes de sua necessária competência e pessoas que desejem melhorar seu perfil profissional. Oportuna!!
Entre Lugares: Onde estão as crianças na cidade?

Cristiane Theiss Lopes – Juliana Gatto (Ilustr) – Artêrinha – Fruto de uma pesquisa para doutorado, a professora formada pela FURB, sempre preocupada com os pequeninos, criou uma estória para transmitir ao mundo, como que uma criança sente-se em meio ao “gigantesco” universo adulto que nos cerca. De fato, há um certo horror, tem-se a impressão – quando criança – que jamais conseguiremos um lugarzinho nessa imensidão. O crescimento – ao menos de tamanho – é inexorável. O que muda? Somente a percepção, ou recebemos ferramentas hábeis para real e digna sobrevivência? Creio que a resposta está incrustada em cada mente leitora. Genial!!
Viagem no País da Crônica

Humberto Werneck – Tinta da China – Missão extremamente desafiadora: comentar obra assinada pelo genial espirito de Werneck, de lucidez literária indiscutível. Vamos lá! Ainda sob a égide de celebrar seus profícuos oitenta anos de idade, dispôs-se a abrir seu baú e dividi-lo com afortunados leitores. Retrata épocas em que seus amigos escritores, cronistas, hoje todos muito bem lembrados, vagavam pelo mundo a distribuir pitadas literárias, quase que sem noção de importância comercial. Tudo pelo prazer infindo de distribuir ideias e gerar prazeres. Interessante como Werneck generosamente, esquece de si para enaltecer figuras de preponderante importância para o idioma e literatura tupiniquim. Um verdadeiro arcabouço literato antropológico, um digno documento vivo extraído de entranhas das crônicas nacionais. Gostoso de ler. O felizardo leitor, vai da primeira à última página, em total enlevo, rapidamente. Werneck desfila “causos” de maneira tal a imaginarmos uma conversa intima, dentre amigos, numa mesa de bar, ou numa sala de estar. Simplesmente excelente!!!



