O Governo Federal anunciou, em julho, o valor de R$525,1 bilhões destinado à Agricultura Empresarial como parte do Plano Safra 2026/2027, um aumento de apenas R$ 9 bilhões (1,7%) em relação ao ciclo anterior. O montante anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é destinado para linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para médios e grandes produtores.
Para Cristiano Trevizam, diretor comercial da Lindsay Brasil, líder mundial em irrigação para o agronegócio, a reação inicial do mercado tende a ser negativa, impulsionada pela frustração com a redução limitada das taxas e pelo corte no volume anunciado. “Essa reação é majoritariamente baseada em sentimento, e não em fundamentos estruturais. Na prática, trata-se de um plano neutro em termos reais, sinalizando restrição fiscal, e não estímulo”, afirma.
Para o executivo, o anúncio acaba com a incerteza de produtores rurais, já que muitos postergavam decisões de investimento à espera do Plano Safra. Segundo ele, deve haver uma normalização gradual da atividade de compras nos próximos meses, ainda que sem uma aceleração relevante. Apesar disso, ele destaca que o campo já tem buscado outros mecanismos de financiamento.



