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Pulse: o que já sabemos do 1º SUV nacional da Fiat

No próximo dia 19, a Fiat lança o novo Pulse, seu primeiro SUV nacional. Um dos motores a equipar o Pulse o inédito 1.0 turbo gera 130 cv com etanol e trabalha junto com a transmissão CVT de 7 marchas.
Com gasolina, entrega 125 cv de potência e faz um ótimo consumo: 12 km/l na cidade e 14,6 km/l na estrada. Além deste turbo, a Fiat vai equipar o Pulse com o aspirado 1.3 de 109 cv com o mesmo CVT.
Essa transmissão terá 3 modos: automático, manual e Sport – atua na direção, controle de estabilidade, mapeamento do acelerador e altera o tempo de resposta e de troca de marchas, aproveitando ainda mais a potência máxima do Turbo 200 Flex, denominação do 1.0.
Os preços só serão conhecidos no dia 19, quando a Fiat abre sua pré-venda. O mercado acredita que as versões mais acessíveis custarão menos que o Jeep Renegade, ou seja, a partir de R$ 85 mil.

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Fiat Pulse. Imagem: Stellantis

Aposta pelo sedã

Os SUVs estão na moda, mas a Caoa Chery continua investindo nos sedãs e inicia as vendas do novo Arrizo 6 Pro, por R$ 134.990 (preço temporário de lançamento). Na tabela, o valor será de R$ 139.990.
Com ele, a marca mantém a estratégia de lançar a nova geração que convive com a antiga (Arrizo 6 GSX 2021, por R$ 117.990) apresentando sua evolução no design.
Sob o capô, o mesmo motor 1.5 turbo flex de 150 cv e câmbio CVT de 9 marchas, porém recalibrados, além de novos acertos de suspensão e direção em relação ao GSX.
“Acreditamos ter potencial para crescer com sedãs. Notamos que o consumidor deste segmento quer conteúdo e requinte”, afirma Márcio Alfonso, CEO da Caoa Chery.
Ele explica que a marca, que é uma das que mais crescem em participação de mercado, faz renovações contínuas em sua fábrica de Jacareí (SP), onde o Arrizo 6 é produzido. “Antes eram carros mais simples. Hoje a mesma planta produz veículos com muito mais tecnologia, itens de segurança e eletrônica”, conta Alfonso.
A rede também cresce, em plena pandemia: de 115 em 2019 deve chegar a 154 lojas pelo país este ano.

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Marcio Alfonso CEO. Imagem: Caoa Chery

Elétricos: muito a se fazer

Nem mesmo o anúncio do governo do Estado de São Paulo em reduzir a alíquota do ICMS de 18% para 14,5% a veículos eletrificados será suficiente para que os preços diminuam de forma significativa. Esta é a opinião de Ricardo da Silva David, sócio-fundador da Elev, empresa de soluções para o ecossistema de mobilidade elétrica.
O valor dos automóveis é o maior entrave e ainda são necessárias outras ações para fomentar o crescimento do segmento. “Instalação de carregadores em estradas, condomínios e comércios e ações do governo federal, estadual e dos municípios incentivariam o segmento”, ressalta Ricardo, dando como exemplo a ofensiva do governo Biden, nos EUA.
Ricardo também avalia que a eletromobilidade vai de encontro com ações de sustentabilidade e proteção do meio ambiente. “Na cidade de São Paulo, carros emitem 72,6% dos gases que provocam efeito estufa. Imagina a redução do impacto ambiental quando tivermos mais iniciativas ao mercado de elétricos?”, questiona.
Para Evandro Mendes, CEO da Eletricus, especializada em soluções de infraestrutura para recarga de veículos elétricos, a redução de ICMS é uma oportunidade para acelerar o segmento de comerciais. “Temos acompanhado o crescimento exponencial na adoção de veículos elétricos no setor logístico, puxado por empresas com compromisso em zerar a emissão de carbono nos próximos anos”, diz Evandro.

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Nissan leaf carro elétrico. Imagem: Nissan

Kit GNV dispara no Brasil

Com aumento acima de 30% da gasolina este ano, motoristas voltam a se interessar pela conversão de GNV. Algumas oficinas chegam a ter quatro semanas de espera para a instalação do kit gás.
De acordo com pesquisa da ANP, o preço médio do GNV na capital paulista é de R$ 3,664, enquanto a gasolina comum sai a R$ 5,808 e o etanol, R$ 4,572.
Já a conversão sai entre R$ 3.500 e R$ 5 mil. Para valer a pena, o motorista precisa rodar acima de 150 km por dia para ter o retorno sobre o investimento em menos de 6 meses mantidos os atuais preços.
É preciso avaliar também seu rendimento. Além da queda de potência do motor, a economia é relativa. Rodar com GNV é 30% mais barato do que com gasolina para um carro que faz 10 km/l. Comparado ao etanol, chega a 40%.

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Cilindros de GNV em um Fiat Grand Siena. Imagem: Lucia Camargo Nunes

(*) – É economista e jornalista especializada no setor automotivo. E-mail: [email protected]

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