Via Digital Motors

Lucia Camargo Nunes (*)

Caoa Chery chega a 2% do mercado

Às vésperas de fechar 2021 com o dobro do volume vendido nos últimos dois anos, a Caoa Chery avança agora com mais uma renovação: fabricado no Brasil, lança o Tiggo 7 Pro.
A marca de origem chinesa foi assumida em 2017 pelo Grupo Caoa, ano em que a marca com fábrica em Jacareí (SP) emplacava 3.700 carros.
Aos poucos, os volumes foram avançando e no ano da morte de seu fundador, Dr. Carlos Alberto de Oliveira Andrade (falecido em agosto passado), a Chery projeta chegar a 40 mil unidades vendidas. De 0,17% agora atinge 2% de market share.
No acumulado até novembro, é a 10ª marca no ranking de participação, à frente de Ford, Peugeot e Citroën, por exemplo.

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Caoa Chery Tiggo 7 Pro. Imagem: Caoa Chery

Estratégia se mostra sustentável

Em única versão de acabamento, o Tiggo 7 Pro custa R$ 179.990 e chega para brigar com Jeep Compass, Volkswagen Taos e Toyota Corolla Cross.
A estratégia de rechear o portfólio com SUVs e sedãs bem equipados, investir massivamente em um marketing de “autoestima elevado” e mais do quintuplicar a rede de concessionárias (foi de 25 para 137, com planos de chegar a 150 lojas em 2022) traz confiança ao consumidor e turbina suas vendas. Um legado deixado pelo fundador e que deve manter a receita de sucesso.

SUV ganha novo motor

O Chery Tiggo 7 Pro é a evolução do antecessor. A começar pelo motor: no lugar do 1.5 turbo, a marca de origem chinesa optou pelo quatro cilindros 1.6 turbo que rende 187 cv, apenas a gasolina, junto com a transmissão automática de 7 velocidades, o mesmo conjunto do Tiggo 8.
Na estrada, onde foi avaliado, o SUV tem muita disposição para acelerar, com boas retomadas. A suspensão foi retrabalhada para trazer mais conforto.
Além do novo desenho, com a grade mais marcante, conjunto ótico de full LED, linha de cintura mais alta, caída mais esportiva na coluna C e a barra de LED com assinatura noturna na traseira, o interior foi todo renovado com bons itens tecnológicos.
A segurança foi reforçada com sensores de alerta de tráfego cruzado traseiro, detector de ponto cego e faróis de neblina com assistência em curvas, entre outros.

Fim de linha para o Uno

Para marcar a despedida de um ícone em alto estilo, a Fiat lança 250 unidades numeradas do Fiat Uno Ciao, que após 37 anos será aposentado da linha de montagem de Betim (MG). Desde 1984, a Fiat produziu mais de 4,3 milhões de unidades do Uno.
O preço é salgado: R$ 84.990. Para se ter ideia, a única versão mais recente à venda do Uno, a Attractive, custa R$ 70.690, embora tenha menos itens do que a série especial.

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Fiat Uno Ciao. Imagem: Stellantis

Extraoficialmente, a aposentadoria do Uno já era esperada. Além do conjunto defasado, o compacto precisaria passar por atualizações em motor e componentes responsáveis pelas emissões para atender à nova norma do Proconve, a L7, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2022.
Suas vendas são inexpressivas. Até 20 de dezembro, o compacto teve apenas 20 mil unidades emplacadas em todo o país. No Estado de São Paulo, foram parcas 280 unidades – a maioria no primeiro semestre. Para se ter ideia, o Porsche Macan, SUV alemão que parte de R$ 415 mil, teve 337 unidades licenciadas até agora.

Marca chega a 36 milhões de pneus

A Dunlop, marca do grupo Sumitomo e fabricante de pneus para veículos de passeio, vans, SUVs e caminhões, registra mais de 36 milhões de pneus de passeio e mais de 600 mil pneus de carga produzidos no Brasil desde 2013. Só em 2021, contabiliza 6 milhões de pneus na planta na região metropolitana de Curitiba.
Neste ano, a Dunlop anunciou investimentos de mais de R$ 1 bilhão para dobrar a capacidade de produção de pneus de veículos de carga, atualmente em 1 mil unidades por dia, para mais de 2,2 mil pneus diários até 2025. Mais de 300 empregos diretos devem ser criados na região. Ainda em 2021, fez duas estreias: de seu e-commerce e a venda de pneus para motocicletas.
No fornecimento a montadoras (OEM), a Dunlop expande sua participação ao equipar o Toyota Corolla Cross, Honda New City, Fiat Strada, além de veículos comerciais de VW Caminhões e Iveco Caminhões.
A meta para a produção de pneus para veículos de passeio é aumentar em 28% a capacidade de produção até 2024, ou seja, chegar a 23 mil pneus por dia.

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Pneu Dunlop. Imagem: Dunlop

(*) – é economista e jornalista especializada no setor automotivo. E-mail: [email protected]

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