
É cada vez mais comum ver pessoas circulando com seus notebooks semiabertos, em escritórios, aviões, restaurantes ou no Metro. O motivo? Não interromper o trabalho dos chamados “agentes de inteligência artificial”.
Vivaldo José Breternitz (*)
Um agente de inteligência artificial é um sistema autônomo capaz de executar tarefas de forma independente, utilizando modelos de inteligência artificial, softwares diversos e, evidentemente, dados.
A prática virou até motivo de ironia em um artigo do portal Business Insider e tem rendido memes, inclusive publicados pela OpenAI no TikTok.
No ambiente Windows, é possível configurar o notebook para funcionar mesmo com a tampa fechada. Já no ambiente Apple, isso é mais complicado e muitos preferem não arriscar. Resultado: mais pessoas circulando com seus notebooks semiabertos.
Essa prática, porém, traz riscos. O desgaste físico do equipamento é evidente: dobradiças sob pressão, quedas acidentais etc. Além disso, há problemas de segurança: notebooks são cobiçados por ladrões, a privacidade é ameaçada e dados sensíveis podem ser vistos por terceiros. Em ambientes corporativos, isso pode abrir brechas para espionagem ou outras formas de cibercrime.
Os agentes de IA, por sua vez, avançam rapidamente. Hoje já geram conteúdo, classificam documentos, automatizam processos e até escrevem e corrigem softwares. Podem acessar a web, bancos de dados e aplicativos, operando de forma autônoma, o que nos permite acreditar que cada vez mais gente vai circular com seus notebooks semiabertos, ainda mais porque muitos acreditam ser isso um sinal de status…
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].
Guerra no céu: lasers contra drones – Jornal Empresas & Negócios



