Tecnologia 27/10/2016

Cinco passos para entrar no mercado de produtos online

Empresários ensinam como é possível ensinar na internet – e entrar no mercado que é o novo queridinho da economia

254058 temporario
  • Save

Existem profissionais que trabalham com o que realmente amam, fazem o próprio horário, e ainda faturam valores na casa dos milhões de reais. O empresário Rafael Galdino, COO da agência de lançamentos digitais Neuari, explica que para isso acontecer é necessário se empenhar muito e conhecer as regras do mercado de produtos digitais. “É desafiador, mas vale muito a pena, e ainda é um mercado em ascensão”, destaca. “Profissionais liberais como consultores, coaches e palestrantes conseguem fazer o mercado ser mais tangível, já que a internet permite propagar suas mensagens”.

CMO da empresa, Fernando Alves destaca que qualquer profissional de grande expertise consegue desenvolver um produto online. “Quem possui muita experiência está apto a se lançar na internet através de um produto digital e aumentar mais o impacto da sua mensagem transformadora”. “É preciso entender os princípios do marketing digital e tomar alguns passos essenciais para colocar o produto no ar”, explica, destacando que este é um dos mercados que mais crescem no país, mesmo em cenário de recessão.

1- Estabelecer um público e a transformação que se quer gerar
É necessário ter uma visão muito clara do objetivo que o treinamento ou aulas online visam alcançar. “O primeiro grande passo é compreender quem é o público-alvo e quais dores você deseja sanar”, explica Rafael, que destaca que esta é a base para desenvolver a presença digital do expert. “Parece algo simples, mas existem empreendedores que têm dificuldade em deixar isso bem definido”, alerta, destacando que a transformação precisa ser tangível, e não muito vaga. “Para gerar empatia com o público, é fundamental entender suas dores, frustrações, medos, e assim garantir a transformação que o especialista é capaz de promover”.

2- Conhecer o cenário e os concorrentes
O segundo passo a ser dado é estudar profundamente o cenário do mercado digital e da área relacionada ao produto. “Pode ser que já tenha alguém oferecendo esse mesmo conhecimento, e ter esse conhecimento é primordial para fazer algo ainda melhor”, explica Fernando. Conhecer outros grandes profissionais, as vantagens e desvantagens da área, seja ela moda, fitness, negócios ou autoajuda, por exemplo.

3- Oferecer características diferenciais e conteúdo transformador
Para se destacar realmente, é necessário transformar a audiência. Rafael explica os motivos. “Você vai precisar fazer o público gostar de você através de conteúdos transformadores, que devem engajar e criar relacionamento com a audiência”, explica. Segundo Galdino, depois de criar uma presença online e forte, é fundamental modelar os concorrentes. “Só dessa forma sua audiência vai começar a te ver como uma autoridade da área”.

4- Entender o mercado da internet
Entender plenamente o funcionamento das redes sociais, saber que conteúdos entregar ao público e de que maneira produzir tudo o que é necessário também exige esforço e dedicação, como explica Fernando. “Muitas coisas do mercado online são semelhantes ao tradicional, mas existem muitas táticas específicas para a web que precisam ser dominadas”, completa. “Todas essas táticas são fundamentais para gerar confiança na audiência, o que faz com que a pessoa queira ir atrás de novos conhecimentos”.

5- Testar e inovar sempre
Por fim, Rafael fala da importância de fazer testes o tempo todo. “O mercado digital permite que os resultados sejam acompanhados em tempo real, o que é ótimo para mudar de estratégia quando ela não dá certo”, destaca. Fernando também lembra que é um mercado muito mutável, e por isso é preciso estar à frente sempre. “É preciso ter uma mentalidade inovadora e tentar modernizar sempre que possível”, conclui.

Por fim, eles contam que alguns empreendedores conseguem fazer seus próprios lançamentos de produtos no mercado digital, de forma independente. “Aqui na Neuari, nós utilizamos nossa expertise para criar todo o planejamento de construção de autoridade do nosso cliente, engajando a sua audiência, criando produtos baseados nas dores e nas frustrações, e criando campanhas de vendas para aumentar o faturamento, deixando que o empreendedor esteja focado apenas no conteúdo que irá ensinar”.

Como alcançar o sucesso na carreira de TI

O setor de tecnologia tem crescido acima do PIB, mesmo com a crise econômica. Segundo a Brasscom, este segmento registrou um aumento de 8,1% em 2015.
Paulo Silveira, fundador e diretor de produtos da Alura, principal plataforma de cursos online, enumera abaixo algumas características que considera essenciais para quem deseja ter sucesso profissional na carreira de TI.
Ter foco: Trabalhando com 8, é muito fácil estar em contato com diversos outros assuntos paralelos, seja nas redes sociais, no seu celular, em aplicativos… E ter foco não é exatamente uma tarefa simples. Contudo, o profissional que se distrai facilmente com fatores externos pode comprometer o bom andamento do trabalho e sobrecarregar seus gestores. Pode parecer um soft skill, não uma técnica, mas no dia a dia, faz toda a diferença. Quando empresas buscam um profissional que foi treinado aqui conosco, normalmente pedem pessoas focadas, com autogestão.
Autonomia: A palavra medo é proibida no vocabulário de quem trabalha com TI (aliás, isso se estende para um profissional de qualquer área). É muito comum encontrarmos na área de tecnologia pessoas altamente qualificadas, sem contudo terem autonomia. Isso não por falta de capacidade técnica, mas por não acreditarem nelas mesmas. Um profissional que tem medo dos erros e das novas tecnologias precisa ter autonomia para saber onde pesquisar, como procurar e encarar os problemas técnicos enfrentados. Ter sede de conhecimento e ir atrás dele é essencial para quem quer se manter ou entrar nesse mercado.
Conhecer as novas tecnologias e se aprofundar é essencial: É lugar-comum dizer que é necessário se reciclar. Mas vale ressaltar que conhecer as novas tecnologias é essencial. Ao mesmo tempo, se o profissional já tem um certo conhecimento em uma única tecnologia, aprofundar-se mais ainda não deixa de ser uma opção. Os especialistas são vistos com bons olhos pelo mercado.
Em nossa plataforma, temos tido uma grande procura por desenvolvimento front-end, UX designer e desenvolvimento mobile. Isso não quer dizer que infraestrutura, back-end e design não tenham uma alta demanda e devam estar fora dos planos.
Entender o core business de sua empresa: Você se graduou em algum curso ligado a Tecnologia da Informação, tirou diversas certificações e complementou seus conhecimentos com diversos cursos. Então já possui todo o expertise para trabalhar na área de tecnologia de qualquer empresa, certo? Errado! Como trabalhar bem na equipe de profissionais de TI de um banco sem entender como funcionam as operações mais comuns, o objetivo da empresa, ter noções de como funciona o Sistema Financeiro Nacional? Um diferencial é entender sua empresa e sua atividade-fim, podendo assim ser propositivo e pensar a área de TI de maneira a contribuir com o core business da organização (www.alura.com.br).

Curtir e Compartilhar pode gerar ação penal?

Curtir temporario
  • Save

Nas próximas semanas, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidirá se alguns militares do estado da Paraíba responderão Ação Penal por curtir e compartilhar posts nas redes sociais criticando seus superiores ou assuntos de disciplina militar. O julgamento traz à tona um tema de grande repercussão: curtir e compartilhar configura crime?

A resposta mais correta para essa questão é clichê: depende! Em casos de crime contra a honra, curtir e compartilhar não deveriam ser considerados crime, visto que, muitas vezes, as pessoas curtem e compartilham assuntos de fontes que acreditam ser confiáveis e acham que estão partilhando a verdade. Ademais, com exceção da calúnia, os outros tipos penais de crimes contra a honra não punem por propagação. Assim, seria de extremo rigor punir alguém apenas por curtidas ou compartilhamentos.

No entanto, existem outros crimes mais graves que podem sim ser punidos por curtidas e compartilhamentos, como pedofilia, apologia às drogas, ao tráfico, dentre outros. Para casos de pedofilia, por exemplo, o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente já responde essa questão em seu artigo 241-A, dispõe que: “Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou registro que contenha cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente”.

A resposta para essa questão passa, criteriosamente, pelo tipo de crime colocado. Nos casos de crime contra a honra seria de extremo rigor promover ação penal em face da pessoa que apenas curtiu ou compartilhou algo. Mas, em outros tipos de crime de maior gravidade, como os já citados – pedofilia, apologia às drogas, apologia ao tráfico, dentre outros -, são passiveis de ação penal por curtir e compartilhar, uma vez que a conduta já basta para o cometimento do crime.

(Fonte: Renato Falchet Guaracho é advogado especialista em Direito Eletrônico e Digital do escritório Aith Advocacia).

Podemos finalmente deixar de utilizar fitas magnéticas para a recuperação a partir de desastres?

Victor Nemechek (*)

Depois que me graduei na faculdade, meu primeiro emprego na Digital Equipment Corporation exigia que eu carregasse e descarregasse, todos os dias, dezenas de rolos de fita magnética

Na maior parte do tempo, este era um procedimento simples, mas de vez em quando a fita saia da trilha, ficava presa ou se rompia, e o resultado era uma imensa bagunça com a fita.
Fiquei muito empolgado quando trocamos as fitas de carretel por fitas de cartucho. Elas eram menores, mais fáceis de carregar e não ficavam presas tão facilmente.
Mesmo assim, elas eram (e ainda são) bastante difíceis de lidar. Todas elas precisavam ser rotuladas, registradas em uma planilha e armazenadas para operações de recuperação. E depois, algumas tinham de ser encaixotadas e rastreadas, pois faziam uma viagem da central de dados para o setor de armazenamento externo, e depois de 3 meses, retornavam.
Isso foi na década de 1980. Durante os 20 anos seguintes, esse foi o método utilizado. Sim, os sistemas de fitas ficaram mais rápidos e com maior capacidade, mas ainda assim era preciso lidar com todas aquelas fitas. E o verdadeiro pesadelo era quando se precisava recuperar dados de uma fita. Você acha que as tartarugas são lentas? Pois tente recuperar dados de uma fita de backup com o vice-presidente da companhia em pé, atrás de você, perguntando: “Isso ainda não terminou?”
Em 2005, os primeiros sistemas de VTL (Virtual Tape Libraries, ou bibliotecas de fitas virtuais), mais tarde denominados dispositivos de backup, foram desenvolvidos e melhoraram muito os backups. Foi uma revolução na proteção de dados. Utilizando discos, em vez das fitas, os backups eram muito mais rápidos e mais confiáveis. E o uso da desduplicação (eliminação de duplicações) mantinha os custos baixos. Naquele momento, as pessoas começaram a perguntar: “As fitas finalmente acabaram?”
Desde então, decorreram mais 10 anos, e as fitas ainda são utilizadas. Todo mundo usa dispositivos de backup para recuperação de operações. Algumas pessoas os utilizam até mesmo para a recuperação a partir de desastres, duplicando eletronicamente dados externos para outro dispositivo de backup. Mas ainda existem muitas organizações de TI gravando em fitas e transportando-as por caminhão para serem recuperadas.
A próxima revolução já chegou, e espero (e rezo) que ela finalmente termine com o pesadelo conhecido como backup em fitas. Esta revolução é fundamentada na tecnologia de Nuvens (Cloud) para a retenção de dados por longos períodos e posterior recuperação.
Existem três razões pelas quais a Nuvem é melhor do que as fitas: confiabilidade, velocidade e segurança.

Confiabilidade
Sendo dispositivos mecânicos com muitas peças móveis complexas, tanto no drive como em mídia, as unidades de fita podem falhar, e frequentemente falham. Além disso, os drives de fita são suscetíveis ao acúmulo de poeira e resíduos, e também ao desgaste causado pelos típicos ambientes de armazenamento de fitas. Isso explica porque a confiabilidade parece diminuir repentinamente nesses ambientes depois de apenas três anos.

Velocidade
O nome Underneath Cloud (sob nuvens) se refere à capacidade e à velocidade do disco. Muitos desenvolvimentos e pesquisas estão em andamento visando aumentar o desempenho dos sistemas de armazenamento de objetos que estão no centro da maioria dos sistemas em Nuvem locais.

Segurança
A Nuvem elimina os riscos de segurança decorrentes da manipulação manual das fitas e ajuda a evitar os complicados casos judiciais envolvendo a perda de fitas de backup contendo dados pessoais.

E quanto ao custo?
Uma das principais características positivas das fitas é que elas são muito baratas, custam cerca de $0,02 centavos por gigabyte. Contudo, em virtude do uso da desduplicação avançada e de outras tecnologias de otimização de capacidade, o preço do armazenamento em Nuvem está caindo rapidamente, e atualmente está em cerca de apenas $0,033 por gigabyte.

E então? Podemos finalmente deixar de usar fitas?
Sim! A revolução já começou. E agora é a hora de utilizar a Nuvem e definitivamente parar de usar fitas magnéticas para armazenamento por longos períodos e posterior recuperação, mas você ainda vai precisar de algumas caixas para colocar todas aquelas fitas antigas antes de levá-las para o “lixão”.
A Hitachi tem algumas das mais avançadas soluções para proteção de dados, para seu ambiente . Peça a um de nossos especialistas em proteção de dados ou para um Parceiro HDS TrueNorth para demonstrar como você pode migrar das fitas para a Nuvem.

(*) É gerente de Marketing de Produto de Software da HDS

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

0 Shares
Share via
Copy link
Powered by Social Snap